domingo, 12 de julho de 2009

Livro de reclamações


A polivalência deve ser uma capacidade cada vez mais valorizada no processo de selecção da fnac (a partir de agora, em minúsculas). Porque é cada vez mais comum apanhar funcionários que têm tanto de mal encarados como de mal educados. Ontem, ao fazer uma pergunta educada a uma funcionária, precisamente sobre os livros que estava a organizar na estante, a criatura nem voltou a tromba para mim, e grunhiu um "não temos". Sim, grunhiu. Porque aquilo não foi português. Às tantas, a interacção com os clientes também já passou para o conjunto de regalias reservadas aos detentores de cartão fnac (cada vez mais, minúsculas).

Ao princípio, cheguei a pensar que andava com azar. Mas percorrida a santíssima trindade (Colombo, Chiado e Vasco da Gama) um número significativo de vezes, a proporção de maus para bons empregados na secção de livros, deve ser de 3 para 1. São vezes a mais para ser só azar. Somado ao final dos 10% de desconto para quem não seja fnakiano de cartão, à alteração das regras a meio do jogo para os que são pois os livros já não acumulam pontos, e a uma diversidade cada vez menor de títulos, por vezes parece que a ideia é simplesmente deixar de vender livros. Se for o caso, avisem. Uma pessoa não quer incomodar onde não é desejada.

Adenda: Há dois lamentos que ando a remoer. Que a fnac continue a ser a melhor forma, ou pelo menos a mais prática, de encontrar certos livros (e a conveniência vale muito nos dias que correm). E que o meu feitio, demasiado pacífico nestas situações, não propicie retorquir com a rudeza que por vezes se justificava.

5 comentários:

Homem do Leme disse...

Pois eu já não sou assim tão pacífica e nessas alturas o meu já conhecido mau feitio sente-se motivado e não hesita em se revelar.

No entanto, apesar de considerar que a a FNAC já não é o que era, continuo a ser cliente. Claro que agora já não tanto como dantes, e aqui no Porto existem muitas outras livrarias a fazer os 10 % de desconto sobre o preço de editor (já para não falar nos hipermercados!).

Para a próxima, tu refila, rapaz!!!

Gomes disse...

Acredita, é isso que pretendo fazer. Embora tenha mau feitio quando me pisam os calos, nestas coisas fico acanhado. Nem sei bem porquê.

Mas há alturas como esta, em que fico fulo de ter ficado calado.

Sem dúvida, um aspecto a corrigir.

Joana d'Arc disse...

Eu também já vou padecendo com a boa vontade da fnac:
1- Uma vez, no Colombo, pedi um livro à funcionária e ela trouxe-me-me um do armazém, todo sujo de café e entregou-mo virado ao contrário (para ver se passava);
2- No Vasco da Gama, aproximei-me do balcão na secção dos livros, para pedir uma informação e, a funcionária, que estava a arrumar livros, nem se mexeu. Limitou-se a dizer: "para pagar não é aqui".
Até dá gosto!

deep disse...

Pude comprovar recentemente que a Fnac já não é o que era. Faltam títulos e organização. Contudo, para quem vive longe dos grandes centros, é ainda uma opção viável, uma vez que as encomendas chegam em 2 ou 3 dias e, se não houver o que pedimos, enviam um cheque de imediato.

Quando posso ir ao Porto, prefiro a Latina, uma livraria antiga, mas que tem mais qualidade e que começa a fazer melhores preços. Além disso, os empregados são muito simpáticos. :)

Homem do Leme disse...

Também sou cliente da Latina! Simpatia é mesmo um forte desta livraria antiga, em plena Rua de Santa Catarina, e que já pratica os preços "FNAC" há algum tempo.