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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lado B outra vez

"Dois homens foram detidos por assaltarem a caixa de esmolas de uma igreja (...), ou como os padres dizem: o dinheiro para a vaselina."


Lado B, com Bruno Nogueira, 22 Outubro, RTP

quarta-feira, 24 de março de 2010

Cantinho kitsch da música portuguesa #3

   Porque a reinserção social dos cidadãos que prestaram contas à justiça é uma causa que merece a atenção de todos, aqui fica a contribuição do Alexandria para a mesma. Se tocar um coração que seja, já valeu a pena.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Cantinho kitsch da música portuguesa #2 - Edição Natal (atrasada, mas ainda falta o dia de Reis)


     Quem ouviu esta música na altura em que esteve na moda, de certeza que se recorda da mesma. Quer queira, quer não, porque a sua letra e sonoridade ficam gravadas de forma indelével na nossa mente. Mas não há melhor para nos relembrar a motivação religiosa subjacente ao Natal.




José Cid - "Amar Como Jesus Amou"

Um dia uma criança me chamou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Ouvindo atentamente, ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei.
Pediu que eu repetisse, por favor,
Que não dissesse tudo de uma vez.
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz ?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Depois que eu acabei de repetir
Seus olhos não saíram do papel
Toquei na sua cara e a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi cantando assim

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

    Notamos que o mundo é um lugar diferente quando a primeira coisa em que pensamos ao ver José Cid  rodeado de criancinhas, uma delas ao seu colo, é na Casa Pia.

    O que muita gente não sabe, é que José Cid não foi um pioneiro apenas na música popular portuguesa. Muito antes de se ouvir falar em revistas como a FHM, o artista nacional por excelência, surpreendeu o país com um arrojado "ensaio fotográfico"  para a revista Nova Gente. O Alexandria deixa aqui uma prenda de Natal tardia às suas leitoras (e leitores se for caso disso. Por estas bandas não julgamos ninguém). Bom proveito!



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cantinho kitsch da música portuguesa #1

Voltado que ando para a nostalgia, tenho-me lembrado de algumas pérolas da música portuguesa, que por um motivo ou outro, não devem cair no esquecimento. Durante as próximas segundas-feiras, enquanto não esgotar a matéria prima, vou deixar aqui uma música para começar bem a semana.
E a primeira galardoada é:
"Vem devagar emigrante" de Graciano Saga

Uma música pungente como poucas, nascida da inspiração de um artista especializado no público emigrante.







Vem devagar emigrante -  Letra





"Imigrante vem devagar por favor,
temos muito tempo para lá chegar
e depois, lá diz o velho ditado:
Mais vale um minuto na vida,
do que a vida num minuto."

Passou-se no mês de Agosto,
este drama tão cruel
de um imigrante infeliz
Foi tanta a pouca sorte,
na estrada encontrou a morte
quando vinha ao seu país
Do trabalho veio a casa,
preparou a sua mala
e partia da Alemanha
Mas seu destino afinal
acabou por ser fatal
numa estrada em Espanha
Dizem aqueles que viram
que ele ia tão apressado
a grande velocidade
Foi o sono que lhe deu
o controlo ele perdeu
desse carro de maldade

Foi o sono que lhe deu
o controlo ele perdeu
desse carro de maldade

Trazia na sua mente
ir ver o seu pai doente
que estava no hospital
Na ideia um só pensar
o seu paizinho beijar
ao chegar a Portugal
Mas tudo foi de repente
partiu de Benavente
o drama aconteceu
Ele vinha tão cansado
de tanto já ter rolado
e então adormeceu
Nada podendo fazer
num camião foi bater
e deu-se o choque frontal
Seu carro se esmagou
e desfeito ele ficou
num acidente mortal

Seu carro se esmagou
e desfeito ele ficou
num acidente mortal

Ele não vinha sozinho
trazia também consigo
sua mulher e filhinho
Sem dar conta de nada
e naquela madrugada
morrem os três no caminho
Quando a notícia chegou
no hospital alguém contou
o desastre que aconteceu
Seu pai que tanto sofria
nunca mais o filho via
fechou os olhos morreu
Imigrantes oiçam bem
não vale a pena correr
porque pode ser fatal
Venham todos devagar
há tempo para cá chegar
e abraçar Portugal

Venham todos devagar
há tempo para cá chegar
e abraçar Portugal


sábado, 7 de novembro de 2009

Atravesse sempre na passadeira



Fotografia de campanha publicitária - retirada daqui.

Um erro histórico


   
     Afinal, a queda do Muro de Berlim foi um erro histórico. Não sei como foi possível andarmos enganados todo este tempo, mas ainda bem que temos o Avante para nos abrir os olhos. Por um futuro melhor, façam um esforço, e leiam o texto seguinte até ao fim (sublinhados meus). Vale bem a pena. Muito obrigado ao blogOperatório (post de 6 de Novembro) por me proporcionar talvez o melhor momento de humor de 2009. Cada um tem direito a defender as suas convicções, mas algumas só podem ser catalogadas como anedóticas. Sem mais delongas:

Alemães de Leste preferem socialismo
20 anos de retrocesso

As ditas «comemorações» do 20.º aniversário da queda do muro de Berlim são pretexto para mais uma campanha anticomunista, na qual se procura criminalizar os ideiais do socialismo e os que lutam pela superação do capitalismo.

No sábado, 31, três antigos chefes de Estado, considerados como os «obreiros» da destruição do muro (e não só), reuniram-se em Berlim. Helmut Kohl, ex-presidente da Alemanha, George Bush (pai), ex-presidente do EUA, e o inefável Mikhail Gorbachov voltaram a sentar-se à mesa para se congratularem com o seu «feito». Gorbatchov aproveitou as luzes da ribalta, que já só raramente incidem sobre a sua pessoa, para se desdobrar em entrevistas, onde se gaba e reconhece que «perdi, mas a perestróika ganhou» ( letemps.ch, 02.11).
Toda a imprensa ocidental dominante faz coro em qualificar a queda do muro, e portanto a derrota do socialismo, como a «libertação» do povo da RDA e sinónimo de avanço civilizacional.
Porém, a realidade das últimas duas décadas, não só na Alemanha de Leste, mas também na generalidade dos antigos países socialista do Centro e Leste Europeu, já para não falar da URSS, não testemunha qualquer progresso, por mínimo que seja, para o povo, mas antes um tremendo retrocesso económico e social que reduziu à miséria amplas camadas da população, condenou a juventude ao desemprego, privando a grande maioria de uma perspectiva optimista de futuro.
Não é por acaso que todos os anos o governo federal alemão promove um sondagem entre a população de Leste sobre as actuais condições de vida em comparação com a experiência da RDA socialista.
Apesar campanhas massivas de obscurecimento e criminalização do socialismo, os resultados de tais inquéritos têm sido invariavelmente decepcionantes para os seus promotores. A maioria dos alemães de Leste continua a preferir o socialismo e mostra-se desiludida com o capitalismo.
A última sondagem data de 26 de Junho. Os seus resultados, publicados no jornal Berliner Zeitung, são inequívocos: «a maioria dos inquiridos considera que a antiga República Democrática Alemã (RDA) tinha “mais aspectos positivos que negativos”.» «Passados 20 anos de anexação, 57 por cento da população da ex-RDA continua a defender o socialismo.» (Avante! n.º 1857).

O valor do socialismo

Já em 1992, no vergonhoso julgamento a que foi submetido pelas autoridades alemãs ocidentais, Erich Honecker, antigo chefe de Estado da RDA, declarou perante o tribunal de Berlim: «O único objectivo desde processo (...) [é] desacreditar totalmente a RDA e o socialismo na Alemanha».
Mas, sublinhou, «cada vez mais alemães de Leste constatarão que tinham as condições de vida menos deformadas na RDA do que os alemães ocidentais com a economia “social” de mercado; que as crianças da RDA, nas creches, jardins-de-infância e escolas cresciam mais felizes, menos preocupadas, mais bem formadas e mais livres que as crianças da RFA (...). Os doentes constatarão que, apesar dos seus atrasos técnicos, o sistema de saúde da RDA os considerava como pacientes e não como objectos comerciais (...) Os artistas compreenderão que a censura da RDA, real ou imaginada, não era tão hostil aos artistas como a censura do mercado (...) Reconhecerão que na vida quotidiana, em particular no local de trabalho, tinham na RDA uma liberdade inigualável.» 
 
    Não há maior publicidade à liberdade, que levar um tiro porque se quer atravessar para o outro lado de um muro. Mas compreendo a necessidade de proteger as pessoas de si próprias. A liberdade é uma coisa muito boa, mas apenas quando se sabe o que fazer com ela. Embora confesse, acho estranho este comportamento ignorante por parte de pessoas com uma educação de excelência. Parecem aqueles mentecaptos de Cuba, que se lançam ao mar abandonando irreflectidamente a terra da fraternidade. Será que ninguém vê que o muro servia para impedir as pessoas de entrar e não de sair?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A chama imensa: Jorge Jesus não tem mão na equipa

Por Ricardo Araujo Pereira

"Lamento muito, mas um adepto não deve apenas dizer bem. Sobretudo quando é fácil. Apesar do bom futebol, das vitórias, do imenso receio que o Benfica inspira aos adversários, da profunda satisfação que todos os benfiquistas sentem quando vêem a equipa jogar, nem tudo corre bem. Um treinador deve exercer um controlo perfeito sobre a equipa e Jorge Jesus, por muito que me custe admiti-lo, não consegue. São já várias as conferências de imprensa em que o treinador do Benfica lembra que a equipa não pode golear sempre. Os jogadores, num acto de indisciplina recorrente, e que mereceria castigo sério, continuam a desmenti-lo. Quando chegou ao Benfica, Jorge Jesus disse que os jogadores iriam jogar o dobro do que haviam jogado no ano passado. Neste momento, os jogadores jogam o quádruplo do que Jorge Jesus pensava que eles iam jogar. É muito feio faltar ao prometido.

As falsas expectativas que o treinador do Benfica lançou no início da época tiveram efeitos muito negativos até na minha vida pessoal. Quando soube que o Benfica jogaria o dobro do que havia jogado no ano passado fiquei contente, mas não demasiado. O Benfica não jogava assim tanto para que a perspectiva de passar a jogar apenas o dobro fosse especialmente apelativa. Por isso, cometi a imprudência de marcar compromissos profissionais para dias de jogo do Benfica. Não pude ver no estádio a goleada ao Everton e fui forçado a acompanhar a goleada ao Belenenses apenas na televisão. Tivesse Jorge Jesus sido rigoroso e eu teria metido licença sem vencimento até ao fim da época."

Excerto de "A Chama Imensa", publicada no jornal A Bola a 24 de Outubro 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Serenata para Maité Proença




 Se você disser que eu sou burrinho, amor
Saiba que isso não provoca em mim qualquer dor
Só privilegiados têm inteligência igual à sua
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de esquisitinho
Eu me sinto na obrigação de te contar
Que isto é Portugal
Se não gosta escusa de voltar
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os portugueses para você se estão a marinbar
Vi você na minha televisão
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Faz favor de cuspir no seu país
Prefiro ser patego a ser porco
Você com o seu humor esqueceu o principal
Para a gente rir a piada tem de entender
Mas sabe como é este povo atrasado
Melhor ficar no Brasil que sabe te compreender
Faz um favor e chama o Sousa Tavares
Pressinto que vão se entender
Se você disser que eu sou saloio, amor
Saiba que isso não provoca em mim qualquer dor
Só privilegiados têm classe igual à sua
Eu possuo apenas o que Deus me deu
E se você insiste em classificar
Meu comportamento de limitado, amor
Me sinto na obrigação de te informar
Que o Tejo não é o mar
E tivemos mais que 20 anos de Salazar
Mas deixa te perguntar
Na favela os números tão todos no lugar?
Faz favor de comer mais um pastelzinho
Com a boca cheia não sai asneira
Seu avô português deve tar virando na cova
Que ironia a genética pode ser
Você com a sua ignorância esqueceu o principal
É que para Deus dar num lado
Para ser mesmo generoso
Para fazer algo tão gostoso
Não pode dar no outro

Versão mutilada da letra de "Desafinado" de Tom Jobim

terça-feira, 20 de outubro de 2009

E tu, já fizeste a tua parte para salvar o planeta?

Urinar no duche para poupar água. Eis que após a campanha para erradicar o ponto de exclamação, surge finalmente uma causa de idêntica nobreza. Lanço um apelo a que o maior número possível de blogs, adopte o seguinte slogan: "Este blog urina no duche!". Acalento também a esperança, de que o Pedro Vieira venha a patrocinar mais esta demanda com um dos seus desenhos.

O Planeta conta com todos nós.

A vergonha só se perde uma vez

"Não consigo perceber. Para mim foi uma surpresa muito grande." Fátima Felgueiras, sobre a sua derrota eleitoral.

Em busca do tempo perdido II

No passado dia 5 de Outubro, celebrou-se o quadragésimo aniversário da primeira emissão de Monty Python's Flying Circus. Falta imperdoável da minha parte não o assinalar. Como fã incondicional, não quero deixar de seleccionar alguns dos meus sketches favoritos.



segunda-feira, 6 de julho de 2009

Em busca de uma alma gémea; uma qualquer...

Hoje descobri duas coisas. Primeiro, que ainda existe uma coisa chamada Hi5. É algo de que normalmente não me lembro porque nunca fui grande adepto do mesmo. Segundo, que o mesmo inclui agora uma função apelidada Hi5 Namoros. Os interessados fazem um pedido de namoro, e ao destinatário basta dizer sim ou não. Encontrei um post de alguém a quem não faltam promissoras candidaturas. É de uma pessoa se escangalhar a rir.

Como bónus, pela mesma vizinhança encontrei outros dois bons motivos para rir (aqui e aqui).

Adenda: Ao fazer uma rápida pesquisa, fiquei surpreendido com a quantidade de derivações do Hi5 que encontrei. Hi5Porcas (lembrava-me da existência deste), Hi5 Porcalhonas, Porcas do Hi5, etc. Enfim, todos parecem partilhar do mesmo antepassado suíno. Realmente, é preciso cuidado com as fotografias pessoais que se colocam na net. E é impressionante a quantidade de miúdas e mulheres, que usam o hi5 como uma espécie de portfolio erótico online. Porque muitas das fotografias, não oferecem quaisquer dúvidas quanto ao seu carácter a ninguém de bom senso.