Mostrar mensagens com a etiqueta Bitaites. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bitaites. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Servir de cupido

    Nos últimos tempos, algumas pessoas têm vindo parar a este blog através de critérios de busca como "noiva russa procura marido". Tudo por causa deste excerto do livro "Russendisko". Espero que o texto, tenha ao menos auxiliado os potenciais interessados a tomar uma decisão informada em relação a tão importante compra.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma péssima notícia para a Selecção Nacional

"Hulk chamado à Selecção do Brasil."

Quando o Liedson se reformar, quem vai ser o avançado de Portugal?

Pais afectivos?

Continuo a ouvir a utilização deste conceito nos noticiários, mas não consigo encontrá-lo no Código Civil. Se alguém me puder indicar o artigo em que está tipificado, fica desde já o meu obrigado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

E tu, já fizeste a tua parte para salvar o planeta?

Urinar no duche para poupar água. Eis que após a campanha para erradicar o ponto de exclamação, surge finalmente uma causa de idêntica nobreza. Lanço um apelo a que o maior número possível de blogs, adopte o seguinte slogan: "Este blog urina no duche!". Acalento também a esperança, de que o Pedro Vieira venha a patrocinar mais esta demanda com um dos seus desenhos.

O Planeta conta com todos nós.

Em busca do tempo perdido I

Uma das grandes polémicas pré-eleitorais, foi o saneamento de Manuela Moura Guedes dos ecrãs nacionais. Não acredito muito nas alegações de interferência do PS, não devido a uma crença na sua inabalável ética (aquelas reportagens sobre o Freeport não devem ser muito populares em São Bento), mas sobretudo por causa do timing. Mais depressa culparia os seus adversários políticos. A altura do reajustamento do edifício informativo em Queluz, foi realmente infeliz. Mas parece-me evidente para qualquer pessoa, que a abordagem irreverente (chamemos-lhe assim) adoptada por Moura Guedes, só era possível devido à coincidência de ser o seu marido quem mais ordenava naquela casa. Sem me alongar sobre os (de)méritos da mesma, após a saída de José Eduardo Moniz da TVI, era apenas uma questão de tempo até a responsável pelo Jornal de Sexta levar o proverbial pontapé.


Aproveito para partilhar o seguinte texto que me enviaram por mail:

TVI - A Minha Leitura (José Niza)


Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me “estúpido”, a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.
Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.
Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.
Nessa entrevista MMG chama “estúpidos” aos seus superiores. Aliás, as palavras “estúpidos” e “estupidez” aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.
É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior (”Eu sou a Manuela Moura Guedes”!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por “ideias delirantes”, de grandeza ou de perseguição).
MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são “ignorantes”; considera-se “um alvo a abater”; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem “fretes ao governo” e de serem “cobardes”; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que “nunca fizeram a ponta de um corno na vida”; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma “porcaria”; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.
E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser “imparcial”, “equidistante”, “ponderado”, ela responde: “Então metam lá uma boneca insuflável”!
Como é que a uma pessoa que assim “pensa” e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?
Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer – e como sublinhou Mário Soares – esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.
Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.
Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.
J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR.Até aqui, nada de especialmente especial.
O que já não está bem – e é criminoso – é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.
Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI. Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: “O que parece, é”!
E eles aprenderam.

– 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: – “Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista”! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio… Não tinha. “O que eu quero é ser jornalista”! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: “Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir”. A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez – no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha – a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.
P.S.
A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.
E se eu soubesse o que sei hoje…

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Addio, adieu, aufwiedersehen, Goodbye,

meu querido mês de Agosto. Para o ano há mais.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Faz sentido?

Qual será a razão lógica, para colocar um magistrado a quem se entendeu necessário atribuir segurança pessoal em função dos processos a seu cargo, a trabalhar num gabinete no rés-do-chão, com uma parede de vidro normal através da qual todos o podem ver? Deve ser uma variante da técnica que defende que a melhor maneira de esconder algo, é à vista de todos.

Entretanto, foi instalada uma película reflectora para impedir que seja visível o interior. Só é pena, que quem veja notícias, saiba que se trata de momento do único gabinete abrangido por esta medida no nova Cidade Judicial do Oriente. O que até facilita, pois deixa de ser necessário conhecer a aparência do senhor. Basta procurar o alvo.

Viagens às Urgências

Foi aprovado um novo diploma, que permitirá que as pessoas atendidas nas Urgências possam ter um acompanhante. A excepção serão as cirurgias e procedimentos mais complicados. Até agora, só com crianças e idosos isto era possível. Para quem já tenha tido a infelicidade de ser obrigado a recorrer com alguma regularidade a este serviço, sabe como isto é importante. Porque demora normalmente horas e horas o atendimento, e a partir de agora o doente não terá de suportar esse período sozinho. E porque facilita a quem o acompanha obter informações sobre o seu estado de saúde, missão por vezes muito complicada. Os serviços de urgência têm o período de um ano para se adaptar a esta nova realidade.

domingo, 12 de julho de 2009

Livro de reclamações


A polivalência deve ser uma capacidade cada vez mais valorizada no processo de selecção da fnac (a partir de agora, em minúsculas). Porque é cada vez mais comum apanhar funcionários que têm tanto de mal encarados como de mal educados. Ontem, ao fazer uma pergunta educada a uma funcionária, precisamente sobre os livros que estava a organizar na estante, a criatura nem voltou a tromba para mim, e grunhiu um "não temos". Sim, grunhiu. Porque aquilo não foi português. Às tantas, a interacção com os clientes também já passou para o conjunto de regalias reservadas aos detentores de cartão fnac (cada vez mais, minúsculas).

Ao princípio, cheguei a pensar que andava com azar. Mas percorrida a santíssima trindade (Colombo, Chiado e Vasco da Gama) um número significativo de vezes, a proporção de maus para bons empregados na secção de livros, deve ser de 3 para 1. São vezes a mais para ser só azar. Somado ao final dos 10% de desconto para quem não seja fnakiano de cartão, à alteração das regras a meio do jogo para os que são pois os livros já não acumulam pontos, e a uma diversidade cada vez menor de títulos, por vezes parece que a ideia é simplesmente deixar de vender livros. Se for o caso, avisem. Uma pessoa não quer incomodar onde não é desejada.

Adenda: Há dois lamentos que ando a remoer. Que a fnac continue a ser a melhor forma, ou pelo menos a mais prática, de encontrar certos livros (e a conveniência vale muito nos dias que correm). E que o meu feitio, demasiado pacífico nestas situações, não propicie retorquir com a rudeza que por vezes se justificava.

Talvez pareças mais novo do que pensas...

...quando ao caminhares para casa, uma prostituta te tenta aliciar publicitando a sua tarifa especial para estudantes.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Em busca de uma alma gémea; uma qualquer...

Hoje descobri duas coisas. Primeiro, que ainda existe uma coisa chamada Hi5. É algo de que normalmente não me lembro porque nunca fui grande adepto do mesmo. Segundo, que o mesmo inclui agora uma função apelidada Hi5 Namoros. Os interessados fazem um pedido de namoro, e ao destinatário basta dizer sim ou não. Encontrei um post de alguém a quem não faltam promissoras candidaturas. É de uma pessoa se escangalhar a rir.

Como bónus, pela mesma vizinhança encontrei outros dois bons motivos para rir (aqui e aqui).

Adenda: Ao fazer uma rápida pesquisa, fiquei surpreendido com a quantidade de derivações do Hi5 que encontrei. Hi5Porcas (lembrava-me da existência deste), Hi5 Porcalhonas, Porcas do Hi5, etc. Enfim, todos parecem partilhar do mesmo antepassado suíno. Realmente, é preciso cuidado com as fotografias pessoais que se colocam na net. E é impressionante a quantidade de miúdas e mulheres, que usam o hi5 como uma espécie de portfolio erótico online. Porque muitas das fotografias, não oferecem quaisquer dúvidas quanto ao seu carácter a ninguém de bom senso.

Um caso à parte até na morte

Houve cerca de um milhão e seiscentos mil candidatos ao sorteio de entradas gratuitas para o funeral de Michael Jackson. Cerca de dezassete mil foram contemplados com o bilhete que lhes permitirá fazer parte da histórica ocasião. Mórbida postura, ou simples tentativa de antecipação e controle da enorme afluência que se espera? Sei lá...Como prova do espírito empreendedor americano, no ebay, alguns dos bilhetes já valem 3500€.

domingo, 5 de julho de 2009

Cada tiro, cada melro 3

Para adiantar trabalho, que tal alguém começar a preparar os cartazes em que se jura a pés juntos os bons rapazinhos que os eventuais detidos sempre foram? Quando forem identificados, basta colocar as fotos e respectivas legendas (com nomes de guerra, tipo Jekkas e 3Gun). Pode-se sempre queimar algum património público e chamar a TVI para dar um certo colorido.

Cada tiro, cada melro 2

Se se confirmar que os disparos foram efectuados por dois indivíduos de raça negra, o PP, de forma mais ou menos subtil (provavelmente menos), chamará a atenção para como este infeliz acontecimento se encontra relacionado com a falta de uma política responsável de emigração. Não se trata de qualquer forma de xenofobia, mas sim de impor limites. Ainda que na maior parte destas situações, os envolvidos sejam imigrantes de 2ª ou 3ª geração, com nacionalidade portuguesa e em muitos casos nunca sequer saíram do país. Mas um discurso de problema claro, com solução clara, apela muito melhor ao eleitorado alvo. Só assim se pode transmitir a noção de que se dependesse deles, isto resolvia-se já amanhã. Como diz o cartaz: "Não basta ter razão. É preciso ter votos".

Cada tiro, cada melro

Dois polícias foram baleados hoje na Amadora. Em princípio vão sobreviver. Fico ansiosamente a aguardar as explicações do Bloco de Esquerda acerca de como estes factos foram, na realidade, resultado de um inadequado comportamento das autoridades e de uma limitada política social maniqueísta por parte do Governo (para recorrer ao vernáculo oficial).

Paulo Coelho III

E, aparentemente em contradição total com os dois posts anteriores, assumo o meu interesse em ler a biografia do homem. Confusos? A culpa foi da entrevista dada pelo autor, o jornalista brasileiro Fernando Morais, a Isabel Coutinho; e do texto da Pipoca mais doce a 22 de Maio de 2009 que abaixo reproduzo (não consegui colocar o link directo) :

"Coisas que fiz e das quais tenho vergonha #1: comprar um livro do Paulo Coelho (mais ou menos)

Então foi assim que a coisa se deu: faz amanhã duas semanas entrei na Fnac ao final do dia. Estava à espera que o meu homem me fosse buscar e, para fazer tempo, dei um salto ao bar da Fnac só para comprar uma água. Acontece que estava a decorrer a apresentação de um livro, feita pela Leonor Xavier. Não percebi que livro era, pela conversa pareceu-me altamente entediante, até que passaram a palavra ao autor. Era um brasileiro, com idade para ser meu pai, e daqueles que abre a boca e uma pessoa já não consegue desligar. Peguei na água, sentei-me, e fiquei a ouvi-lo mais de uma hora. Ora o livro deste senhor, de seu nome Fernando Morais, é nada mais nada menos do que a biografia do Paulo Coelho. Pois. Um calhamaço com mais de 600 páginas. Mas o senhor (que é jornalista, e daqueles mesmo bons) vendeu a história tão convincentemente (e que história, a vida do homem mete todas as drogas e mais algumas, satanisno, choques eléctricos, experiências homossexuais... e, ainda assim, vende livros como ninguém), que eu dei por mim a folhear o livro. Senti-me mais aliviada quando ele anunciou que o livro era tanto para os que amavam como para os que não percebiam o fenómeno Paulo Coelho. Como estou neste último sector (apesar de ter lido vários livros do senhor na adolescência), acabei por levar o livro para casa. No fim fui falar com o Fernando Morais e disse-lhe isto tudo. Que só tinha ido comprar uma água e que, sabe-se lá como, tinha acabado com a biografia do Paulo Coelho nas mãos. E que nem gostava dele. E ele disse que mais do que gostar de Paulo Coelho, o livro valia pela história. Já percebi que sim, que o homem escreve bem que se farta e que é um excelente contador de histórias. Mas agora tenho de andar no metro com um livro chamado "O Mago", onde o nome Paulo Coelho é bem maior do que o do próprio autor. E tenho um bocadinho de nada de vergonha. E vou sempre a tentar esconder a capa. E odeio forrar livros, se é essa a vossa sugestão. Pois, pois, sou preconceituosa, que fazer?"

Paulo Coelho II

Será que a Veronika decidiu morrer porque a obrigaram a ler a obra completa do senhor? É que só de ler "O Alquimista", já tive vontade de pegar no cajado do protagonista e desatar a distribuir bordoada a torto e a direito. Não me convenceu. Parece-me a estrutura narrativa de uma parábola bíblica, cruzada com um livro de auto-ajuda. Na onda daqueles livrinhos que os jeovás nos impingiam. E a mim não ajudou. Mas gostos são gostos. E a verdade, é que se trata de um livro que potencia ao máximo os valores que os leitores nele queiram projectar. Sejam eles quais forem.

Adenda politicamente correcta, mas ainda assim verdadeira: não tenho nenhum problema com a fé Jeová, ou com a maioria das religiões disponíveis no mercado. Nunca reagi foi bem ao marketing agressivo.

Paulo Coelho I

"Se alguém se esforça além dos seus próprios limites, também quebra a sua vontade." Ler Paulo Coelho é como ler o nosso signo; há sempre um dia em que parece que está escrito à nossa medida.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ele é o nosso pastor e nada nos faltará

Para desgosto de algumas fãs benfiquistas, Jorge Jesus não é tão guapo ou bem falante como o seu antecessor. Mas como ele vem para treinar os jogadores, e não para os engatar, tanto se me dá. Ah, mas é bronco e tal...Não faz mal, aquilo não é para descobrir a cura da tuberculose. É para jogar futebol. E se lhe chamarmos abordagem pluridisciplinar à metodologia de treino futebolístico, o objectivo continua a ser meter a bola na baliza mais vezes que os outros. No meio da confusão que vai naquele clube, vejo-me ainda assim a ter fé no trabalho deste homem. O objectivo é perceber o conteúdo do jogo. Pois bem, ele percebe-o. Não o desdenhem pela embalagem.

Você também pode ser um opinion maker!

Anda por aí uma grande celeuma (1, 2 e 3) acerca do novo programa de opinião de Pacheco Pereira, "Ponto Contra Ponto". Só posso falar dos minutos finais, os únicos que vi. E há algo de impagável em ver um opinion maker normalmente tão exigente com as declarações de outrem, a folhear os classificados de putedo de um jornal, enquanto nos explica que o seu elevado número é por si só um forte indício da crise que atravessamos. Por momentos, senti que encontráramos o nosso próprio Daily Show. Depois do Gato Fedorento, Contemporâneos e Tempo Extra com Rui Santos, não haja dúvidas que o domingo é a noite de humor por excelência na televisão portuguesa.

Adenda: Para além da oferta de serviços sexuais, os outros indícios apresentados foram o suplemento referente a execuções pelas finanças e as propostas de procura de emprego. De forma empírica, são inferências prováveis. Mas daquele tipo de espaço espera-se mais. Estes factores não foram traduzidos em números, actuais ou passados. É uma presunção, e não um facto, que tenha existido um aumento dos mesmos. E em termos de crítica a este tipo de postura, ninguém é normalmente mais intolerante (e com razão) que Pacheco Pereira.