Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de março de 2010

Cantinho kitsch da música portuguesa #3

   Porque a reinserção social dos cidadãos que prestaram contas à justiça é uma causa que merece a atenção de todos, aqui fica a contribuição do Alexandria para a mesma. Se tocar um coração que seja, já valeu a pena.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lhasa de Sela parte aos 37 anos

Descubro através do Bibliotecário de Babel, que a cantora Lhasa de Sela faleceu no primeiro dia de 2010, finalmente sucumbindo ao cancro da mama que combateu durante 21 meses. Para além da dor que quem a amava estará a sentir, também o mundo fica um lugar mais triste sem a sua extraordinária voz. O seu primeiro álbum, La Llorona, permanece como um dos meus álbuns favoritos. Foi bela a marca que deixou no mundo.



sábado, 2 de janeiro de 2010

Cantinho kitsch da música portuguesa #2 - Edição Natal (atrasada, mas ainda falta o dia de Reis)


     Quem ouviu esta música na altura em que esteve na moda, de certeza que se recorda da mesma. Quer queira, quer não, porque a sua letra e sonoridade ficam gravadas de forma indelével na nossa mente. Mas não há melhor para nos relembrar a motivação religiosa subjacente ao Natal.




José Cid - "Amar Como Jesus Amou"

Um dia uma criança me chamou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Ouvindo atentamente, ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei.
Pediu que eu repetisse, por favor,
Que não dissesse tudo de uma vez.
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz ?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Depois que eu acabei de repetir
Seus olhos não saíram do papel
Toquei na sua cara e a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi cantando assim

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

    Notamos que o mundo é um lugar diferente quando a primeira coisa em que pensamos ao ver José Cid  rodeado de criancinhas, uma delas ao seu colo, é na Casa Pia.

    O que muita gente não sabe, é que José Cid não foi um pioneiro apenas na música popular portuguesa. Muito antes de se ouvir falar em revistas como a FHM, o artista nacional por excelência, surpreendeu o país com um arrojado "ensaio fotográfico"  para a revista Nova Gente. O Alexandria deixa aqui uma prenda de Natal tardia às suas leitoras (e leitores se for caso disso. Por estas bandas não julgamos ninguém). Bom proveito!



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cantinho kitsch da música portuguesa #1

Voltado que ando para a nostalgia, tenho-me lembrado de algumas pérolas da música portuguesa, que por um motivo ou outro, não devem cair no esquecimento. Durante as próximas segundas-feiras, enquanto não esgotar a matéria prima, vou deixar aqui uma música para começar bem a semana.
E a primeira galardoada é:
"Vem devagar emigrante" de Graciano Saga

Uma música pungente como poucas, nascida da inspiração de um artista especializado no público emigrante.







Vem devagar emigrante -  Letra





"Imigrante vem devagar por favor,
temos muito tempo para lá chegar
e depois, lá diz o velho ditado:
Mais vale um minuto na vida,
do que a vida num minuto."

Passou-se no mês de Agosto,
este drama tão cruel
de um imigrante infeliz
Foi tanta a pouca sorte,
na estrada encontrou a morte
quando vinha ao seu país
Do trabalho veio a casa,
preparou a sua mala
e partia da Alemanha
Mas seu destino afinal
acabou por ser fatal
numa estrada em Espanha
Dizem aqueles que viram
que ele ia tão apressado
a grande velocidade
Foi o sono que lhe deu
o controlo ele perdeu
desse carro de maldade

Foi o sono que lhe deu
o controlo ele perdeu
desse carro de maldade

Trazia na sua mente
ir ver o seu pai doente
que estava no hospital
Na ideia um só pensar
o seu paizinho beijar
ao chegar a Portugal
Mas tudo foi de repente
partiu de Benavente
o drama aconteceu
Ele vinha tão cansado
de tanto já ter rolado
e então adormeceu
Nada podendo fazer
num camião foi bater
e deu-se o choque frontal
Seu carro se esmagou
e desfeito ele ficou
num acidente mortal

Seu carro se esmagou
e desfeito ele ficou
num acidente mortal

Ele não vinha sozinho
trazia também consigo
sua mulher e filhinho
Sem dar conta de nada
e naquela madrugada
morrem os três no caminho
Quando a notícia chegou
no hospital alguém contou
o desastre que aconteceu
Seu pai que tanto sofria
nunca mais o filho via
fechou os olhos morreu
Imigrantes oiçam bem
não vale a pena correr
porque pode ser fatal
Venham todos devagar
há tempo para cá chegar
e abraçar Portugal

Venham todos devagar
há tempo para cá chegar
e abraçar Portugal


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Primeiro Dia

A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

O Primeiro Dia - Sérgio Godinho

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O que ando a ouvir, recuperado do baú


Jay-Jay Johanson - Tattoo (1998)

domingo, 5 de julho de 2009

Deambulações pela FNAC 2


Lin Hai & Friends - Pipa Images

Estava em cima de um dos postos de escuta na FNAC, desarrumado. Não o conhecia de lado nenhum. Mas a capa chamou-me a atenção e decidi experimentar. Muito bonito. E bonito serviço também. Como se já não tivesse tentações suficientes em lista de espera.

Mais tarde, uma breve pesquisa revela que "Lin Hai é pianista e compositor da nova era. Inspirados pelas coisas que viu durante uma visita à região do Sul do Rio Yangtsé, ele criou as músicas deste álbum tocadas pelo instrumento tradicional chinês Pipá, mas com melodias e ritmos totalmente modernos, integrando elementos de Jazz, New Age e elementos de minorias étnicas."

domingo, 28 de junho de 2009

O que ando a ouvir (2)



Roberto Cacciapaglia - Canone degli spazi
&
Patrick Wolf - The Bachelor

Roberto Cacciapaglia foi um artista que descobri por mero acaso aqui. Por enquanto conheço apenas este álbum, que quanto mais ouço, mais gosto. Quanto a Patrick Wolf, consegue superar-se de álbum para álbum. Mas vou deixar que seja Nuno Galopim a convencer-vos do mérito do seu último trabalho.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O que ando a ouvir



Bliss
No one built this moment
&
Bat for Lashes
Two Suns

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rodrigo Leão tem novo álbum


Chega hoje às lojas o novo projecto de Rodrigo Leão, "A Mãe". Desde que descobri o seu trabalho com o álbum "Alma Mater", fiquei fã devoto. Duvido que o homem consiga fazer um álbum mau mesmo que queira.