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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Unidos nunca mais serão vencidos

   Concretizou-se finalmente o anúncio oficial de uma das primeiras grandes alterações de 2010 no mercado editorial português: a editora Sextante passa a integrar o Grupo Porto Editora. João Rodrigues (Sextante) e Manuel Alberto Valente (Porto Editora), tidos como dois dos mais conceituados editores nacionais, vão passar a trabalhar juntos. Manuel Alberto Valente chegou à Porto Editora algum tempo após abandonar a ASA, de onde saiu de forma algo conturbada após a aquisiçao desta pela Leya. Desde então, em conjunto com Cláudia Gomes, não tem parado de angariar obras e autores (alguns dos quais o acompanharam da ASA), que possibilitem o crecimento agressivo que o Grupo Porto Editora pretende para os segmentos de mercado externos ao livro escolar. Com esta aquisição, obtém acesso a um catálogo criticamente aclamado, mas apelativo a um segmento de mercado mais reduzido. A Sextante, em razão dos problemas financeiros que afectaram a distribuidora com que trabalhava, precisava ela própria de encontrar um novo fôlego. Terá assim acesso a uma estrutura alicerçada em recursos financeiros e logísticos significativamente superiores aos que estava habituada.

   As movimentações que envolvem a Porto Editora podem não ficar por aqui, uma vez que continuam a ser veiculadas notícias que a dão como concorrente da Leya na eventual aquisição da rede de livrarias Bertrand. O anúncio do grupo alemão Bertelsmann, em como pretende vender os seus investimentos em Portugal (Editoras Bertrand, Temas e Debates, e a renascida Quetzal; Círculo de Leitores; Rede de livrarias Bertrand), obriga os principais intervenientes no mercado livreiro a avaliar os custos e benefícios de avançar para estas aquisições, bem como das consequências possíveis de ser um dos seus concorrentes a fazê-lo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Separadas à nascença 2





 

Existem muitas capas que evocam uma sensação de reconhecimento em nós. Outras, são simplesmente muito parecidas. Ambas constituem uma curiosidade para quem se interesse pelo aspecto gráfico dos livros. Um obrigado ao Rui Azeredo, que viu estas capas e  mas enviou a propósito de um post anterior.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cavalo de Ferro continua desaparecida em combate

A editora Cavalo de Ferro continua com destino incerto. Devido a um processo judicial em que está envolvida, não pode aceder aos seus livros. A encomenda dos mesmos continua pendente até data incerta. Aguardam-se novos desenvolvimentos.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"As Duas Faces da Lua" lançado em Setembro

Num lançamento muito a propósito da celebração dos 40 anos da chegada à Lua, a editora Mill Books, coloca nas livrarias a 24 de Setembro “As Duas Faces da Lua”. Trata-se de um livro sobre a corrida espacial vista pelos dois lados da Guerra Fria. A obra tem um prefácio de Neil Armstrong, o qual já está disponível no Porta-Livros. Uma aposta corajosa, numa temática normalmente menosprezada pelo nosso mercado.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eu, a Cavalo de Ferro, e a Feira do Livro de Lisboa

No post anterior sobre a Cavalo de Ferro, referi como esta editora foi a minha desgraça na Feira do Livro de Lisboa deste ano. Como qualquer pretexto me serve para falar dos meus livros, ficam aqui as aquisições a que me referia.

Na banca de oportunidades da editora, não resisti a estes quatro, a um preço unitário de 5€:



"Manuscrito Encontrado em Saragoça - Volumes I
e II" - Jan Potocki



"Dicionário Infernal" - Colin de Plancy
&
"Contos Completos, vol.1" - Nathaniel Hawthorne

E aproveitei a promoção de livro do dia (com 40% de desconto), para comprar dois livros que há muito estavam no topo da minha lista de desejos:



"Meio-Irmão" - Lars Saabye Christensen
&
"Gente Independente" - Halldór Laxness

Carregando no nome de cada livro, acede-se à respectiva sinopse, e a toda a outra informação disponibilizada pela editora relativa ao mesmo. Comigo, a Cavalo de Ferro saiu beneficiada por ter disponibilizado antecipadamente a sua lista de livros do dia completa (ao invés da maior parte das editoras presentes). Seleccionei os que me interessavam, e fiz as minhas contas ao dinheiro e datas. Para as restantes compras, ficou o que sobrou.

Cavalo de Ferro, Quo Vadis?


Não se tem ouvido falar da Cavalo de Ferro. Ainda recentemente, a Pó dos Livros dava-nos conta de como tem sido difícil encomendar os seus livros. Será resultado dos seus problemas económicas, para os quais a falhada compra pela Fundação Agostinho Fernandes parecia ser a resposta? Enquanto escrevo este post, entro no seu site, que se tem mantido inerte. Mas não hoje. Site recentemente alterado, que para além de anunciar o reinício da distribuição, nos informa que "muito em breve a Cavalo de Ferro estará de volta com novidades e muitas surpresas. (...) Queremos construir consigo uma editora melhor do que nunca."Boas notícias. Podem contar com a minha singela contribuição. Aliás, a sua banca foi a minha desgraça na Feira do Livro de Lisboa deste ano.

A Cavalo de Ferro tem um catálogo de muita qualidade, em que presta uma particular atenção a literatura proveniente do norte e leste europeu, distinguindo-se nesse campo do restante panorama editorial nacional. Espero que consiga sobreviver a estes tempos mais conturbados que tem atravessado. Se o critério de qualidade literária bastasse, sobreviveria de certeza. Mas as editoras são também um negócio.

P.S. - Será que vai finalmente ver a luz do dia o livro "Volta ao Dia em Oitenta Mundos" de Julio Cortázar, previsto desde Abril?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Separadas à nascença

Hoje, apercebi-me como algumas capas da Ambar me fazem lembrar as da rejuvenescida Quetzal. O projecto gráfico da Quetzal Editores, bem como algumas das suas capas, é da responsabilidade da RPVP Designers. Não sei se entre essas se contam as que me transmitiram esta impressão. Não é que sejam iguais, mas o conceito visual das mesmas provoca-me uma sensação de déjà vu.

Um mero exemplo:




Estarei a imaginar coisas?

Adenda de correcção: Inicialmente, tinha indicado o actual responsável editorial da Quetzal, Francisco José Viegas, como tendo ocupado anteriormente o mesmo cargo na Ambar. Na realidade, estava a pensar em Nelson de Matos. Obrigado ao Rui Azeredo, do Porta-livros, pela chamada de atenção. E que me sirva de lição. Agora está explicada a minha dificuldade em encontrar confirmação do facto. Espero não voltar a cometer este tipo de lapso novamente. Independentemente da convicção que pense ter em certa realidade.

terça-feira, 30 de junho de 2009

30 Anos de Antígona

A Antígona celebra trinta anos. E o Cadeirão Voltaire faz as despesas da comemoração (I,II,III). Espero que dure pelo menos outros 30, porque o seu catálogo efectivamente diferencia-se da maioria do que se publica em Portugal. E quanto mais não seja, quem trata as obras de George Orwell com o cuidado que esta casa o faz, só por isso já merece lugar no céu.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Da Literatura fala sobre a nova Guimarães

Texto interessante sobre o rumo que a editora de Paulo Teixeira Pinto está a seguir aqui.