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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Negócios de ocasião

  
  Palavra de honra que não tenho qualquer patrocínio do Continente (mas estou disponível, mesmo que em géneros), mas calhou em sorte (por sorte, entenda-se: nos dias que correm, as minhas leituras mais frequentes são folhetos de supermercado), que mais esta sugestão de Janeiro seja de lá. Existe um conjunto de livros que, até 27 de Janeiro, estão com 60% de desconto (imediato, e não em cartão). Maioritariamente (senão exclusivamente) livros de chancelas Leya, havia, entre outros, livros de Chico Buarque (Benjamim), Manuel Alegre (O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua) e Ian Kershaw (Sorte do Diabo). Preços, posso apenas referir os dos que comprei:

O Olho de Hertzog - João Paulo Borges Coelho - 3€
Rio Homem - André Gago - 6,76€
Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa - 5,96€
O Arquipélago da Insónia - António Lobo Antunes - 3,96€

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sugestão da casa #1


  Para todos aqueles com cartão Continente, e que não se sintam conspurcados pelo acto de comprar livros no hipermercado, entrincheirados entre atum e papel de cozinha, vale a pena espreitar Amor e Sexo no Tempo de Salazar, de Isabel Freire, escondido por entre as páginas do folheto de 75% de desconto em cartão. O preço inicial já ele é mais baixo do que na Fnac ou Wook (18€ em vez de 26€), e assim fica por 4,50€. Fica o link para a sinopse do livro, condições da campanha (até 13 de Janeiro), e uma máxima da época que acho um mimo: «Mão na mão. Mão na coisa. Coisa na mão. Coisa na coisa é que não.».  Fica assim a primeira sugestão (e compra) do ano, a qual já agora, com carinho e caridade, esses siameses de mão dada, gostava de dedicar a Isabel Jonet.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma excelente prenda de Natal para amantes de livros

  O livro da semana da Editorial Presença é o Pack Guerra e Paz, em que os quatro livros ficam a cerca de 40€. Se conjugada com a campanha Este Natal é por nossa conta, ainda pode dar direito a 20€ em conta cliente para gastar em 2011.

  Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão, e surge como uma reflexão sobre a vida humana e a sua frágil existência. Nesta obra grandiosa, as personagens amam, odeiam e lutam, mas acima de tudo anseiam por encontrar o sentido da vida. Tal como elas, também Tolstói se confrontou inúmeras vezes com a sua própria condição enquanto ser humano, refugiando-se a dado momento numa fé e religiosidade profundamente vincadas. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero.
A presente obra foi traduzida directamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excepcional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Negócios de ocasião - Winston Churchill


  Para quem tiver interesse na vida de Winston Churchill ao ponto de ler 726 páginas, é aproveitar a promoção de 40% desconto na FNAC online até dia 25 (24,80€ ao invés de 41,34€):

  Foi um dos mais admirados homens políticos do século XX. Mas não era um político de convergências, era antes um radical. Controverso e sem papas na língua, suscitava tanto a admiração como o ódio. Os de esquerda criticavam-lhe a sua tomada de posição contra a revolução soviética, ou a oposição à independência da Índia, enquanto os de direita criticavam o seu antinazismo desde a primeira hora, ou, mais tarde, o apoio a Estaline e a Tito. Mas o seu papel na segunda Grande Guerra foi fundamental, como afirmou De Gaulle: "Winston Churchill impôs-se do princípio ao fim do drama, como o grande campeão de um grande empreendimento e o grande artista de uma grande História." Mas o seu papel político doméstico também foi fundamental. O seu nome está associado a grandes reformas: Serviço Nacional de Saúde, seguros de desemprego, reforma das prisões, pensão para viúvas e órfãos, participação dos empregados nos lucros das empresas, etc. Martin Gilbert, autor desta biografia (a mais aclamada de Churchill), define-o, por isso, assim: "Um verdadeiro crente na necessidade de o Estado tomar parte activa, tanto por meio da legislação como financeiramente, na garantia de padrões mínimos de vida, trabalho e bem estar social para todos os cidadãos." 

domingo, 3 de janeiro de 2010

Hannah E Martin

    A peça "Hannah e Martin", da autoria de Kate Fodor, é a mais recente encenação do Teatro Aberto. Hannah Arendt, uma conceituada académica judia (foi autora, por exemplo, de "Eichman em Israel"), regressa à Alemanha, onde nasceu e estudou, para realizar uma série de artigos acerca dos julgamentos de Nuremberga. Este regresso leva-a a revisitar querelas antigas, como o relacionamento com Martin, seu antigo professor e amante, entretanto convertido ao nazismo. Tido como um génio a certo ponto da sua vida, Martin foi entretanto afastado do ensino devido ao seu comportamento enquanto reitor universitário do III Reich. Tendo sido uma das que defendeu esse afastamento, Hannah questiona-se agora se foi a opção correcta. Até que ponto esse dilema é motivado por uma perspectiva objectiva ou por algo mais, não é transparente nem para a própria. Enquanto as lições de Martin se tornavam na pedra basilar do que haveria de ser o seu pensamento, a relação amorosa entre ambos deixava duradoiras marcas na sua personalidade. Assistimos às suas reflexões pessoais e intelectuais, somos transportados ao seu passado, e por último, assistimos ao inevitável reencontro com Martin.

    Recai sobre três grandes actores a responsabilidade do sucesso da peça: Ana Padrão, Rui Mendes e, em menor grau, Irene Cruz  (como a nazi de trazer por casa). Embora todos consigam óptimos desempenhos, é Ana Padrão quem brilha mais alto. A conjugação das suas diferentes expressões e tons de discurso, com o jogo de luzes que pauta a peça, torna extremamente credível a sua representação de duas Hannahs, passada e presente, mediadas entre si por mais de uma década. A peça tem intervalo e uma duração ligeiramente superior a 2 horas. O preço dos bilhetes é de 15€, sendo que com alguns descontos como o de espectador frequente, podem descer até aos 10€.

Em cena até 28 de Fevereiro.



"Durante os julgamentos de Nuremberga, Hannah Arendt visita Martin Heidegger, seu antigo professor, com quem tinha tido uma relação amorosa. Este encontro entre o filósofo que aderira ao nazismo e a pensadora judia que partira para o exílio nos Estados Unidos leva-os a reviver o passado e a procurar explicar o que os tinha unido e separado. Hannah e Martin é uma peça onde o universo mais íntimo das personagens se mistura com a política, a história e a ética, colocando questões pertinentes ao espectador de hoje.




A encenação irá criar uma fusão entre a linguagem teatral e a comunicação audiovisual, confrontando o espectador com uma multiplicidade de ângulos e leituras de imagens, ora reais, ora recriadas."



Versão
João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
Dramaturgia
Vera San Payo de Lemos
Encenação e Realização Vídeo
João Lourenço
Cenário
António Casimiro | João Lourenço
Figurinos
Maria Gonzaga
Supervisão Audiovisual
Aurélio Vasques
Luz
Melim Teixeira

Interpretação
Ana Padrão | Cátia Ribeiro | Cristovão Campos | Diogo Mesquita | Francisco Pestana | Irene Cruz | João Ricardo | João Silvestre | Luís Alberto | Maria Ana Bernauer | Rui Mendes

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Uma proposta a propósito da efeméride do dia



E aproveitem para conhecer também a excelente banda sonora de Yann Tiersen.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um bom negócio (2)

 Por 13,50€




Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo

Novo livro de Murakami. Um livro de memórias.

Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre o homem.
Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente dos destinos do clube de jazz que e tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona. Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever.

"After Dark, Os Passageiros da Noite"

«Ao escrever sobre os mistérios da noite recorrendo apenas a dados concretos e reais, Murakami confere à paisagem nocturna a espessura de um sonho vivido… After Dark é um daqueles livros para ter à cabeceira, o companheiro perfeito para as noites de insónia.» Newsweek

Por uma noite, Murakami leva-nos com ele através de uma Tóquio sombria, onírica, hipnótica. Um deslumbrante romance perpassado de uma singular atmosfera poética, na fronteira entre a realidade e o universo fantasmático, onde cada pormenor, olhado retrospectivamente, faz sentido.
Num bar, Mari encontra-se mergulhada num livro, enquanto bebe o seu chá e fuma cigarro atrás de cigarro. Às tantas, entra em cena um músico que a reconhece. Ao mesmo tempo, encerrada num quarto, Eri, a irmã de Mari, dorme com os punhos cerrados, sem saber que está a ser observada por alguém.
Em torno das duas irmãs desfilam personagens insólitas: uma prostituta chinesa vítima de agressão, a gerente de um hotel do amor, um técnico informático, uma empregada de limpeza em fuga. Sucedem-se acontecimentos bizarros: um aparelho de televisão que, de um momento para o outro, começa bruscamente a funcionar, um espelho que conserva os reflexos.
Em Tóquio, durante as horas de uma noite, vai desenrolar-se um estranho drama...

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Deus da Matança

No domingo, fui ver a peça "O Deus da Matança" no Teatro Aberto em Lisboa. Uma 1h20 que passa a correr, e nos garante umas boas gargalhadas. Os actores estão todos exemplares nos seus papéis. A destacar alguém seria Sérgio Praia, actor que não conhecia. A peça está em cena até ao próximo domingo.

O Deus da Matança

Autora: Yasmina Reza
Versão: João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
Dramaturgia: Vera San Payo de Lemos

Cenário: António Casimiro
Figurinos: Maria Gonzaga
Luz: Melim Teixeira

Encenação: João Lourenço

Interpretação: Joana Seixas; Paulo Pires; Sérgio Praia; Sofia de Portugal


Dois rapazes andaram à pancada depois da escola e um deles partiu dois dentes ao outro. Os pais encontram-se para falar sobre o incidente, mas, quando o começam a discutir a fundo, a situação torna-se cada vez mais tensa. Pequenas insinuações passam a ofensas verbais e físicas. E é assim que uma tarde entre pessoas civilizadas acaba de maneira inesperadamente pouco civilizada. A autora francesa Yasmina Reza analisa aqui o universo da família e as discrepâncias entre o ser e o parecer, com a mistura de leveza e seriedade, humor e crítica social que lhe é característica.


Num texto de 2006 que está a fazer sucesso por toda a Europa e Estados Unidos. O Novo Grupo – Teatro Aberto continua, com este espectáculo, a investir na dramaturgia contemporânea e na reflexão social.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sugestões 2 - "DA PÉRSIA DAS ROSAS E DA POESIA À REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃO" - Câmara Clara 21/06/09

O programa Câmara Clara emitido no último domingo, é uma excelente forma de compreender um pouco melhor a realidade complexa que é o Irão, seja a nível político, cultural ou religioso. Vale bem a pena dispender uma hora do nosso tempo. A emissão estará brevemente disponível aqui.

"A jornalista Margarida Santos Lopes cobre o Médio Oriente há 30 anos. Ângelo Correia é dos portugueses que melhor conhece o vasto e diverso mundo islâmico. Ambos vão analisar as circunstâncias que conduziram à actual crise de uma nação com 2500 anos de História, do primeiro golpe organizado pela CIA para derrubar um governo estrangeiro, em 1953, ao apoio que alguns ricos judeus iranianos deram à revolução islâmica. "O Xá obliterou a alma islâmica do Irão e exacerbou a sua alma persa. O Khomeini fez o contrário: silenciou a alma persa e exacerbou a islâmica." Haverá lugar para uma terceira via?"

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sugestões 1 - "Olhos nos Olhos"

Enquadrado na série comemorativa dos 25 anos da editora Taschen, foi publicado recentemente o livro "Olhos nos Olhos" de Frans Lanting. Para quem apreciar fotografia da vida animal, é uma excelente oportunidade, porque trata-se de um livro que conjuga uma enorme qualidade com o preço acessível de 15€. A edição portuguesa pode ser encontrada pelo menos na FNAC, Bertrand e Almedina.