A editora Cavalo de Ferro continua com destino incerto. Devido a um processo judicial em que está envolvida, não pode aceder aos seus livros. A encomenda dos mesmos continua pendente até data incerta. Aguardam-se novos desenvolvimentos.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O Alexandria pode provocar dependência
Homem do Leme, obrigado pelo prémio atribuído. Fico lisonjeado que aches o meu blog viciante. Vou esforçar-me por continuar a alimentar a dependência de forma condigna. Aqui vão as três coisas que quero fazer:
1. Percorrer as Terras Altas da Escócia. Das muitas viagens que ambiciono fazer, esta tem um lugar especial. Sempre as associei a uma atmosfera quase divina.
2. Criar uma editora. Não é um projecto particularmente original. São muitos os amantes de livros que partilham este desejo.
3. Saltar de pára-quedas pelo menos uma vez. Tendo em conta que sofro de vertigens, talvez não seja a ideia mais inteligente que já tive. Mas deve ser uma sensação de liberdade fantástica (isto, se o coração não parar entretanto).
1. Percorrer as Terras Altas da Escócia. Das muitas viagens que ambiciono fazer, esta tem um lugar especial. Sempre as associei a uma atmosfera quase divina.
2. Criar uma editora. Não é um projecto particularmente original. São muitos os amantes de livros que partilham este desejo.
3. Saltar de pára-quedas pelo menos uma vez. Tendo em conta que sofro de vertigens, talvez não seja a ideia mais inteligente que já tive. Mas deve ser uma sensação de liberdade fantástica (isto, se o coração não parar entretanto).
Não me leves a mal, mas não tenho muito jeito para continuar correntes. Vou por isso, esquivar-me a enumerar os 10 blogs a quem atribuir o prémio. É-me muito mais natural espalhar referências aos meus blogs de eleição nos diferentes textos que vou escrevendo.
Um abraço
domingo, 23 de agosto de 2009
Os livros de António Barreto
Recuperar um texto de António Barreto sobre a sua biblioteca. A quem sofrer das enfermidades descritas, acho impossível não se rever pelo menos em parte no mesmo.
Paz à sua alma
As melhoras do pobre computador não passaram afinal de um último suspiro. O seu tempo entre nós extinguiu-se. Devido ao seu estado terminal, o meu acesso à Internet esteve fortemente condicionado. Com a situação agora resolvida, o expediente volta finalmente ao normal.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Razões de uma ausência prolongada
Não tenho actualizado o Alexandria nos últimos tempos. O que nos primeiros dias se prendeu com a minha ausência por motivo de férias, teve agora a ver com dificuldades técnicas. O pobre computador esteve em vias de dar o badagaio. Se se confirmarem as suas melhoras, voltarei a um ritmo de publicação mais regular.
terça-feira, 21 de julho de 2009
O Deus da Matança
No domingo, fui ver a peça "O Deus da Matança" no Teatro Aberto em Lisboa. Uma 1h20 que passa a correr, e nos garante umas boas gargalhadas. Os actores estão todos exemplares nos seus papéis. A destacar alguém seria Sérgio Praia, actor que não conhecia. A peça está em cena até ao próximo domingo.
Versão: João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
Dramaturgia: Vera San Payo de Lemos
Cenário: António Casimiro
Figurinos: Maria Gonzaga
Luz: Melim Teixeira
Encenação: João Lourenço
Interpretação: Joana Seixas; Paulo Pires; Sérgio Praia; Sofia de Portugal
Dois rapazes andaram à pancada depois da escola e um deles partiu dois dentes ao outro. Os pais encontram-se para falar sobre o incidente, mas, quando o começam a discutir a fundo, a situação torna-se cada vez mais tensa. Pequenas insinuações passam a ofensas verbais e físicas. E é assim que uma tarde entre pessoas civilizadas acaba de maneira inesperadamente pouco civilizada. A autora francesa Yasmina Reza analisa aqui o universo da família e as discrepâncias entre o ser e o parecer, com a mistura de leveza e seriedade, humor e crítica social que lhe é característica.
Num texto de 2006 que está a fazer sucesso por toda a Europa e Estados Unidos. O Novo Grupo – Teatro Aberto continua, com este espectáculo, a investir na dramaturgia contemporânea e na reflexão social.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Fly me to the moon

Passaram 40 anos desde que um homem, Neil Armstrong, caminhou pela primeira vez na lua. Ficou famosa a frase que proferiu: "É um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade". Creio que se esperava que outros objectivos tivessem sido já alcançados. A meta de Marte parecia o passo lógico seguinte. Entretanto, a Guerra Fria, grande impulsionadora desta corrida de superação humana, terminou. E embora se continuem a fazer extraordinários avanços científicos acerca da compreensão do universo, não mais houve aqueles feitos que nos fazem sonhar. Os sonhos com que nos entretemos na ficção até chegar a hora. Enviar naves tripuladas por esse Universo fora; descobrir se de facto existem outras raças no breu do céu; atravessar os limites do nosso sistema solar primeiro, da nossa galáxia depois.
Quando era mais novo, acalentava a esperança de descobrirmos as grandes respostas durante o meu tempo de vida. Já não tenho essas ilusões ou soberba. Até porque cada resposta acarreta novas perguntas. É o não sabermos tudo que nos impele a novas conquistas. Mas sendo ainda novo, quero acreditar que chegarei a ter a alegria de ver o nosso planeta de órbita. Fosse eu milionário, e já não precisaria de esperar. Assim, fico a aguardar que o conceito low-cost chegue às viagens espaciais.
Quando era mais novo, acalentava a esperança de descobrirmos as grandes respostas durante o meu tempo de vida. Já não tenho essas ilusões ou soberba. Até porque cada resposta acarreta novas perguntas. É o não sabermos tudo que nos impele a novas conquistas. Mas sendo ainda novo, quero acreditar que chegarei a ter a alegria de ver o nosso planeta de órbita. Fosse eu milionário, e já não precisaria de esperar. Assim, fico a aguardar que o conceito low-cost chegue às viagens espaciais.
Links de interesse:Apollo 11 on the Sea of Tranquility
Apollo 11 40th anniversary
e para quem quiser (re)ver o clássico de George Méliès
Le Voyage dans la Lune (1902)
"As Duas Faces da Lua" lançado em Setembro
Num lançamento muito a propósito da celebração dos 40 anos da chegada à Lua, a editora Mill Books, coloca nas livrarias a 24 de Setembro “As Duas Faces da Lua”. Trata-se de um livro sobre a corrida espacial vista pelos dois lados da Guerra Fria. A obra tem um prefácio de Neil Armstrong, o qual já está disponível no Porta-Livros. Uma aposta corajosa, numa temática normalmente menosprezada pelo nosso mercado.
O Primeiro Dia
A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
O Primeiro Dia - Sérgio Godinho
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Eu, a Cavalo de Ferro, e a Feira do Livro de Lisboa
No post anterior sobre a Cavalo de Ferro, referi como esta editora foi a minha desgraça na Feira do Livro de Lisboa deste ano. Como qualquer pretexto me serve para falar dos meus livros, ficam aqui as aquisições a que me referia.
Na banca de oportunidades da editora, não resisti a estes quatro, a um preço unitário de 5€:


"Manuscrito Encontrado em Saragoça - Volumes I e II" - Jan Potocki


"Dicionário Infernal" - Colin de Plancy
&
"Contos Completos, vol.1" - Nathaniel Hawthorne
E aproveitei a promoção de livro do dia (com 40% de desconto), para comprar dois livros que há muito estavam no topo da minha lista de desejos:


"Meio-Irmão" - Lars Saabye Christensen
&
"Gente Independente" - Halldór Laxness
Carregando no nome de cada livro, acede-se à respectiva sinopse, e a toda a outra informação disponibilizada pela editora relativa ao mesmo. Comigo, a Cavalo de Ferro saiu beneficiada por ter disponibilizado antecipadamente a sua lista de livros do dia completa (ao invés da maior parte das editoras presentes). Seleccionei os que me interessavam, e fiz as minhas contas ao dinheiro e datas. Para as restantes compras, ficou o que sobrou.
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Cavalo de Ferro, Quo Vadis?

Não se tem ouvido falar da Cavalo de Ferro. Ainda recentemente, a Pó dos Livros dava-nos conta de como tem sido difícil encomendar os seus livros. Será resultado dos seus problemas económicas, para os quais a falhada compra pela Fundação Agostinho Fernandes parecia ser a resposta? Enquanto escrevo este post, entro no seu site, que se tem mantido inerte. Mas não hoje. Site recentemente alterado, que para além de anunciar o reinício da distribuição, nos informa que "muito em breve a Cavalo de Ferro estará de volta com novidades e muitas surpresas. (...) Queremos construir consigo uma editora melhor do que nunca."Boas notícias. Podem contar com a minha singela contribuição. Aliás, a sua banca foi a minha desgraça na Feira do Livro de Lisboa deste ano.
A Cavalo de Ferro tem um catálogo de muita qualidade, em que presta uma particular atenção a literatura proveniente do norte e leste europeu, distinguindo-se nesse campo do restante panorama editorial nacional. Espero que consiga sobreviver a estes tempos mais conturbados que tem atravessado. Se o critério de qualidade literária bastasse, sobreviveria de certeza. Mas as editoras são também um negócio.
P.S. - Será que vai finalmente ver a luz do dia o livro "Volta ao Dia em Oitenta Mundos" de Julio Cortázar, previsto desde Abril?
A Cavalo de Ferro tem um catálogo de muita qualidade, em que presta uma particular atenção a literatura proveniente do norte e leste europeu, distinguindo-se nesse campo do restante panorama editorial nacional. Espero que consiga sobreviver a estes tempos mais conturbados que tem atravessado. Se o critério de qualidade literária bastasse, sobreviveria de certeza. Mas as editoras são também um negócio.
P.S. - Será que vai finalmente ver a luz do dia o livro "Volta ao Dia em Oitenta Mundos" de Julio Cortázar, previsto desde Abril?
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Editoras & Blogues Literários Amadores
A Internet, enquanto meio fundamental de comunicação nos dias que correm, é alvo de uma abordagem cada vez mais cuidada por parte das empresas. As editoras não são excepção. Uma das vertentes em que têm apostado, é em estabelecer uma ligação privilegiada entre si e os blogues literários. Não me refiro neste caso, a blogues criados como extensão de uma actividade profissional ligada ao sector editorial. Falo dos amadores (referência ao seu carácter e não à qualidade), criados sem outros intuitos que não os de partilhar informação e opiniões sobre uma paixão comum: os livros. Essa proximidade, reflecte-se normalmente numa colaboração exercida através de uma de duas vias:
-organização de passatempos;
-fornecimento dos lançamentos mais recentes para crítica.
Não pára de aumentar o número de passatempos organizados, bem como a frequência com que são realizados. Para promover um novo título, é convidado um blogue, onde serão oferecidos, em média, entre 1 a 5 exemplares do mesmo. Mas começam a surgir situações em que o mesmo passatempo, é organizado de forma simultânea em vários blogues. Um bom exemplo, foi o recente passatempo "Quem matou o General Zia?" da Porto Editora, que abrangeu cinco blogues diferentes (Estante dos Livros, Porta-Livros, Marcador dos Livros, Planeta Márcia e Segredo dos Livros). Os critérios mais comuns para determinar os vencedores são: responder correctamente a questões sobre a obra e autor, a rapidez da resposta ou o recurso a sorteio. O modo como estas iniciativas se processam, pode passar pelo simples fornecimento de exemplares de um livro (quase sempre novidades), ficando as regras aplicáveis ao critério do autor do blogue. Noutros casos, a aceitação desses exemplares está dependente de se aceitar igualmente determinados contornos para o passatempo. Uma variante frequente, é a que implica a leitura do primeiro capítulo do livro pelos participantes para responder a questões. Se agradar a quem o leu, ainda que não sejam os contemplados, há uma maior probabilidade de ficarem cativados pela história e o adquirirem. Numa altura em que a rotatividade de títulos nas livrarias é tão elevada, o fundamental é dar a conhecer que o título existe. Se não for para adquirir imediatamente, para entrar para a wishlist de cada um, o que pode contribuir para aumentar o período de vida útil em que é apelativo ao mercado. Quem for frequentador assíduo deste tipo de blogues, sabe que existe uma grande sobreposição de visitas habituais e referências recíprocas entre si. Marcando presença ainda que numa pequena parte deste universo, acaba-se por chegar à quase totalidade do seu público.
Depois, existe a disponibilização das novidades que vão sendo introduzidas no mercado. Algumas editoras disponibilizam os títulos escolhidos, enquanto outras perguntam se determinado livro interessa ou não. Em troca de uma opinião sobre a obra, os livros são cedidos gratuitamente. Não é muito diferente do que grande parte das editoras faz ao enviar exemplares dos suas novas apostas para diversos críticos literários, na esperança de uma recensão que muitas vezes nunca chega. Aqui, existe a certeza de que o gasto se vai materializar numa contrapartida. Nada garante que a opinião seja positiva, mas já se está a falar do livro. Não acredito que quem recebe o livro se sinta na obrigação de dizer que gostou do mesmo se não foi o caso. Mas tratando-se de ofertas, admito que no caso de uma opinião negativa, os termos da mesma possam ser menos agressivos. Parece-me uma reacção humana natural, mas dependerá da personalidade de cada um. Os prazos não parecem ser definidos antecipadamente, confiando na razoabilidade de quem recebeu os livros. Esta política, vem também responder a uma necessidade de chegar a um público que já não se revê na crítica tradicional, e procura este meio como alternativa para adquirir informação.
Como é que as editoras escolhem os blogues a quem propõem estas parcerias? Antes de mais, acredito que pelo número de visitas recebidas. O objectivo é sempre chegar ao maior número possível de potenciais leitores/clientes. Mas não é o único critério. Cada blogue tem a sua própria identidade. Alguns são dedicados a géneros específicos de literatura. E mesmo os que não tenham optado por um escopo tão específico, reflectem sempre os gostos de quem os escreve. Estamos a falar de projectos essencialmente pessoais, logo não condicionados por uma intenção de imparcialidade. É inevitável imergir um padrão de tendências. Quem os lê regularmente, reage precisamente a isso. Pelo que é possível definir aproximadamente que público arrasta cada blogue. Em função da ideia que formem, as editoras podem então seleccionar os que apresentem uma identidade mais adequada à mensagem que querem passar.
Algumas editoras têm sido particularmente activas nesta matéria. É o caso da Saída de Emergência, da Porto Editora, da Gailivro e, em particular, da Presença. Cada uma das partes retira diferentes benefícios desta parceria. Para as editoras, é a oportunidade de por um custo reduzido, colocar outros a publicitarem os seus livros. Pelo custo de alguns exemplares, conseguem chegar a um público que embora não seja tão vasto ou ainda tão previsível a nível de mercado como o atingido por outros meios, tem à partida, uma forte predisposição para este tipo de consumo. Para os responsáveis pelos blogues, é a oportunidade de receber de oferta livros recentes. E quem for leitor compulsivo, sabe que a carteira dificilmente consegue acompanhar os novos desejos. Para mais, já iam escrever as suas opiniões sobre o que lêem de qualquer forma. Um ponto negativo, é que as suas leituras podem facilmente ficar cingidas ao que lhes for enviado pelas editoras. Mas isso caberá à opção de cada um. Quanto aos prémios atribuídos, acho que deve ser extremamente recompensador para alguém que dedica tanto tempo e carinho a um blogue, poder dessa forma retribuir a atenção que lhe é dada por outros. Acredito mesmo, que possa ser tão tão agradável como receber os livros para si próprios. Para além de ser uma medida que atrai sempre novos leitores.
Estas são meras conclusões pessoais, a que cheguei através do que vou observando. Não correspondem a nenhum estudo fundamentado, feito com base em parâmetros definidos. As únicas vezes em que estive envolvido neste tipo de iniciativas, foi como concorrente. É perfeitamente possível que alguma da informação não seja a mais correcta, ou simplesmente peque por defeito. Se for o caso, sintam-se à vontade para o dizer. Pretendi apenas esquematizar as minhas noções sobre um fenómeno que me parece recente no panorama editorial, mas que revela uma importância crescente. Estou convencido que uma parte cada vez mais significativa da comunicação das editora com os seus leitores, passará por esta dinâmica.
-organização de passatempos;
-fornecimento dos lançamentos mais recentes para crítica.
Não pára de aumentar o número de passatempos organizados, bem como a frequência com que são realizados. Para promover um novo título, é convidado um blogue, onde serão oferecidos, em média, entre 1 a 5 exemplares do mesmo. Mas começam a surgir situações em que o mesmo passatempo, é organizado de forma simultânea em vários blogues. Um bom exemplo, foi o recente passatempo "Quem matou o General Zia?" da Porto Editora, que abrangeu cinco blogues diferentes (Estante dos Livros, Porta-Livros, Marcador dos Livros, Planeta Márcia e Segredo dos Livros). Os critérios mais comuns para determinar os vencedores são: responder correctamente a questões sobre a obra e autor, a rapidez da resposta ou o recurso a sorteio. O modo como estas iniciativas se processam, pode passar pelo simples fornecimento de exemplares de um livro (quase sempre novidades), ficando as regras aplicáveis ao critério do autor do blogue. Noutros casos, a aceitação desses exemplares está dependente de se aceitar igualmente determinados contornos para o passatempo. Uma variante frequente, é a que implica a leitura do primeiro capítulo do livro pelos participantes para responder a questões. Se agradar a quem o leu, ainda que não sejam os contemplados, há uma maior probabilidade de ficarem cativados pela história e o adquirirem. Numa altura em que a rotatividade de títulos nas livrarias é tão elevada, o fundamental é dar a conhecer que o título existe. Se não for para adquirir imediatamente, para entrar para a wishlist de cada um, o que pode contribuir para aumentar o período de vida útil em que é apelativo ao mercado. Quem for frequentador assíduo deste tipo de blogues, sabe que existe uma grande sobreposição de visitas habituais e referências recíprocas entre si. Marcando presença ainda que numa pequena parte deste universo, acaba-se por chegar à quase totalidade do seu público.
Depois, existe a disponibilização das novidades que vão sendo introduzidas no mercado. Algumas editoras disponibilizam os títulos escolhidos, enquanto outras perguntam se determinado livro interessa ou não. Em troca de uma opinião sobre a obra, os livros são cedidos gratuitamente. Não é muito diferente do que grande parte das editoras faz ao enviar exemplares dos suas novas apostas para diversos críticos literários, na esperança de uma recensão que muitas vezes nunca chega. Aqui, existe a certeza de que o gasto se vai materializar numa contrapartida. Nada garante que a opinião seja positiva, mas já se está a falar do livro. Não acredito que quem recebe o livro se sinta na obrigação de dizer que gostou do mesmo se não foi o caso. Mas tratando-se de ofertas, admito que no caso de uma opinião negativa, os termos da mesma possam ser menos agressivos. Parece-me uma reacção humana natural, mas dependerá da personalidade de cada um. Os prazos não parecem ser definidos antecipadamente, confiando na razoabilidade de quem recebeu os livros. Esta política, vem também responder a uma necessidade de chegar a um público que já não se revê na crítica tradicional, e procura este meio como alternativa para adquirir informação.
Como é que as editoras escolhem os blogues a quem propõem estas parcerias? Antes de mais, acredito que pelo número de visitas recebidas. O objectivo é sempre chegar ao maior número possível de potenciais leitores/clientes. Mas não é o único critério. Cada blogue tem a sua própria identidade. Alguns são dedicados a géneros específicos de literatura. E mesmo os que não tenham optado por um escopo tão específico, reflectem sempre os gostos de quem os escreve. Estamos a falar de projectos essencialmente pessoais, logo não condicionados por uma intenção de imparcialidade. É inevitável imergir um padrão de tendências. Quem os lê regularmente, reage precisamente a isso. Pelo que é possível definir aproximadamente que público arrasta cada blogue. Em função da ideia que formem, as editoras podem então seleccionar os que apresentem uma identidade mais adequada à mensagem que querem passar.
Algumas editoras têm sido particularmente activas nesta matéria. É o caso da Saída de Emergência, da Porto Editora, da Gailivro e, em particular, da Presença. Cada uma das partes retira diferentes benefícios desta parceria. Para as editoras, é a oportunidade de por um custo reduzido, colocar outros a publicitarem os seus livros. Pelo custo de alguns exemplares, conseguem chegar a um público que embora não seja tão vasto ou ainda tão previsível a nível de mercado como o atingido por outros meios, tem à partida, uma forte predisposição para este tipo de consumo. Para os responsáveis pelos blogues, é a oportunidade de receber de oferta livros recentes. E quem for leitor compulsivo, sabe que a carteira dificilmente consegue acompanhar os novos desejos. Para mais, já iam escrever as suas opiniões sobre o que lêem de qualquer forma. Um ponto negativo, é que as suas leituras podem facilmente ficar cingidas ao que lhes for enviado pelas editoras. Mas isso caberá à opção de cada um. Quanto aos prémios atribuídos, acho que deve ser extremamente recompensador para alguém que dedica tanto tempo e carinho a um blogue, poder dessa forma retribuir a atenção que lhe é dada por outros. Acredito mesmo, que possa ser tão tão agradável como receber os livros para si próprios. Para além de ser uma medida que atrai sempre novos leitores.
Estas são meras conclusões pessoais, a que cheguei através do que vou observando. Não correspondem a nenhum estudo fundamentado, feito com base em parâmetros definidos. As únicas vezes em que estive envolvido neste tipo de iniciativas, foi como concorrente. É perfeitamente possível que alguma da informação não seja a mais correcta, ou simplesmente peque por defeito. Se for o caso, sintam-se à vontade para o dizer. Pretendi apenas esquematizar as minhas noções sobre um fenómeno que me parece recente no panorama editorial, mas que revela uma importância crescente. Estou convencido que uma parte cada vez mais significativa da comunicação das editora com os seus leitores, passará por esta dinâmica.
Faz sentido?
Qual será a razão lógica, para colocar um magistrado a quem se entendeu necessário atribuir segurança pessoal em função dos processos a seu cargo, a trabalhar num gabinete no rés-do-chão, com uma parede de vidro normal através da qual todos o podem ver? Deve ser uma variante da técnica que defende que a melhor maneira de esconder algo, é à vista de todos.
Entretanto, foi instalada uma película reflectora para impedir que seja visível o interior. Só é pena, que quem veja notícias, saiba que se trata de momento do único gabinete abrangido por esta medida no nova Cidade Judicial do Oriente. O que até facilita, pois deixa de ser necessário conhecer a aparência do senhor. Basta procurar o alvo.
Entretanto, foi instalada uma película reflectora para impedir que seja visível o interior. Só é pena, que quem veja notícias, saiba que se trata de momento do único gabinete abrangido por esta medida no nova Cidade Judicial do Oriente. O que até facilita, pois deixa de ser necessário conhecer a aparência do senhor. Basta procurar o alvo.
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Bitaites
Viagens às Urgências
Foi aprovado um novo diploma, que permitirá que as pessoas atendidas nas Urgências possam ter um acompanhante. A excepção serão as cirurgias e procedimentos mais complicados. Até agora, só com crianças e idosos isto era possível. Para quem já tenha tido a infelicidade de ser obrigado a recorrer com alguma regularidade a este serviço, sabe como isto é importante. Porque demora normalmente horas e horas o atendimento, e a partir de agora o doente não terá de suportar esse período sozinho. E porque facilita a quem o acompanha obter informações sobre o seu estado de saúde, missão por vezes muito complicada. Os serviços de urgência têm o período de um ano para se adaptar a esta nova realidade.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Os 25 anos da Taschen (6)
No seguimento de Parabéns Taschen!







Brassai, Paris
Hardcover,24 x 30 cm (9.4 x 11.8in.), 192 pages
€9,99
Taschen







Brassai, Paris
Hardcover,24 x 30 cm (9.4 x 11.8in.), 192 pages
€9,99
Taschen
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Fotografia,
Taschen
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Separadas à nascença
Hoje, apercebi-me como algumas capas da Ambar me fazem lembrar as da rejuvenescida Quetzal. O projecto gráfico da Quetzal Editores, bem como algumas das suas capas, é da responsabilidade da RPVP Designers. Não sei se entre essas se contam as que me transmitiram esta impressão. Não é que sejam iguais, mas o conceito visual das mesmas provoca-me uma sensação de déjà vu.
Um mero exemplo:
Um mero exemplo:

Estarei a imaginar coisas?
Adenda de correcção: Inicialmente, tinha indicado o actual responsável editorial da Quetzal, Francisco José Viegas, como tendo ocupado anteriormente o mesmo cargo na Ambar. Na realidade, estava a pensar em Nelson de Matos. Obrigado ao Rui Azeredo, do Porta-livros, pela chamada de atenção. E que me sirva de lição. Agora está explicada a minha dificuldade em encontrar confirmação do facto. Espero não voltar a cometer este tipo de lapso novamente. Independentemente da convicção que pense ter em certa realidade.
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