terça-feira, 14 de julho de 2009

Os 25 anos da Taschen (6)

No seguimento de Parabéns Taschen!








Brassai, Paris
Hardcover,24 x 30 cm (9.4 x 11.8in.), 192 pages
€9,99
Taschen

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Separadas à nascença

Hoje, apercebi-me como algumas capas da Ambar me fazem lembrar as da rejuvenescida Quetzal. O projecto gráfico da Quetzal Editores, bem como algumas das suas capas, é da responsabilidade da RPVP Designers. Não sei se entre essas se contam as que me transmitiram esta impressão. Não é que sejam iguais, mas o conceito visual das mesmas provoca-me uma sensação de déjà vu.

Um mero exemplo:




Estarei a imaginar coisas?

Adenda de correcção: Inicialmente, tinha indicado o actual responsável editorial da Quetzal, Francisco José Viegas, como tendo ocupado anteriormente o mesmo cargo na Ambar. Na realidade, estava a pensar em Nelson de Matos. Obrigado ao Rui Azeredo, do Porta-livros, pela chamada de atenção. E que me sirva de lição. Agora está explicada a minha dificuldade em encontrar confirmação do facto. Espero não voltar a cometer este tipo de lapso novamente. Independentemente da convicção que pense ter em certa realidade.

Em psicologia, chamam-lhes actos falhados

"Até aqui, o que eu escrevia não escapava ao rótulo de romance histórico. Este é um bocadinho inqualificável".

Miguel Sousa Tavares à Visão

Via Irmão Lúcia - Ele quis dizer "inclassificável" mas a boca fugiu-lhe para a verdade

E ao 25º dia sucumbi...

O meu nome é Gomes, e sou um bibliófilo assumido. Andava tão direitinho... Não comprava um livro desde 18 de Junho. No sábado, ia comemorar os meus 30 dias. Uma marca que não atinjo, pelo menos desde Novembro. 30 dias! E eis que hoje, ao mudar de linhas no Marquês, me desgracei da vida. Ao passar por uma daquelas feiras do livro que aparecem em algumas estações de metro, e em que normalmente já nem me dou ao trabalho de entrar, uma capa puxou-me a vista. Hora maldita, já se viu. A maioria da feira corresponde à pobreza franciscana que já conhecia. Mas tinha alguns livros da Bertrand, Quetzal e Ambar, que não esperava encontrar. Escolhi quatro, a 5€ cada. Prestes a pagar, avisam-me da promoção: em cada três livros, o mais barato é oferta. Enfim, o resultado final vem ilustrado já a seguir. Tudo pela redonda quantia de 20€. O que também vi lá, mas não comprei porque já os tenho, foram alguns títulos do autor indonésio Pramoedya Ananta Toer. Se passarem por lá, e só puderem comprar um livro, que seja um deste senhor. Não se vão arrepender.







A Judia - Edgarda Ferri (Quetzal)
Poder e influência, peregrinação e promessa de uma mulher extraordinária, no cenário das perseguições quinhentistas aos Judeus da Europa. Rigor histórico e mestria num inesquecível romance, cujo início tem lugar em Lisboa e o fim na Palestina. Retrato vivo e inquietante de uma mulher indomável, A Judia vem trazer à luz uma história verídica e impressionante do Renascimento Europeu.A Judia é uma maravilhosa incursão numa época de conturbadas políticas, acompanhando uma mulher cuja obra culminou na fundação de uma cidade hebraica na Palestina.

Plataforma - Michel Houllebecq (Bertrand)
O livro retrata o caso de Michel, um solitário e desiludido funcionário público, frequentador de peep-shows e de desenxabidas prostitutas ocidentais, que encontra em Valérie, uma mulher interessante e abertamente bissexual, a possibilidade de concretizar uma afeição marcada por uma sexualidade "natural e instintiva", que só a acção criminosa de um grupo de fundamentalistas islâmicos consegue interromper abruptamente. Pelo meio, o autor aborda muitas das inquietações que hoje em dia nos assaltam e formulamos interiormente: os perigos das selvas urbanas, as atitudes de determinados grupos étnicos ou sectores sociais e a atitude de solidão que domina as pessoas.

Celestino Antes da Madrugada - Reinaldo Arenas (Ambar)
Reinaldo Arenas é um dos mais conhecidos escritores cubanos do Séc.XX.
Um dos seus livros, Antes que Anoiteça, passou a filme e teve grande sucesso no cinema . Trata-se da sua biografia, onde o autor se assume como crítico do sistema político cubano e como homossexual.
O livro Celestino antes da Madrugada é também biográfico, pois o herói tem muito em comum com o autor. Para Celestino, a sua casa é também um endiabrado enxame; também a mãe e os avós não compreendem por que razão não pára de escrever por todo o lado, inclusivamente nas folhas das árvores; também com ele gritam e o ameaçam ao mesmo tempo que se fustigam entre si. Ambos gostam de povoar o mundo que os rodeia de fantasmagóricos espíritos, seres e factos extraordinários, que habitam também os seus escritos, refúgio da sua pobre, insuportável realidade.
Celestino antes da Madrugada foi publicado em Cuba em 1967, tendo a primeira edição esgotado numa semana. Após a saída de Arenas da ilha, foi proibida, tal como o resto da sua obra. Apresentamos agora a versão definitiva que o autor deixou revista e corrigida em 1982.
Reinaldo Arenas deixa Cuba e vai viver em Nova Iorque, onde contrai SIDA e se suicida.

Críticas de imprensa:
"Recorrendo a elementos de cariz marcadamente autobiográfico, Arenas desenvolve uma narrativa que quebra todas as convenções novelísticas de época (...) e onde a personagem principal se desdobra em dois, como um jogo de espelhos onde o objectivo a alcançar passa pela construção da própria identidade (...) No equilíbrio quase bélico entre as duas personalidades, resta ao leitor o privilégio de acompanhar as longas digressões interiores que se desenham por entre os espaços da casa rural onde tudo acontece (...)"
Sara Figueiredo Costa, Setembro de 2006

O Sanatório de Cascais - Manuel Viqueira (Ambar)
A única sinopse que encontrei relativa a este livro foi no blog As Minhas Leituras.

A Parte do Outro - Eric-Mannuel Schmitt (Ambar)

Críticas de imprensa:
Autor de inúmeros romances e peças de teatro, vários deles editados em Portugal, Eric-Mannuel Schmitt assume neste A Parte do Outro a difícil tarefa de reconstruir o mundo como se Adolf Hitler tivesse seguido um rumo diferente, nas Belas-Artes. O exercício inclui uma visão romanceada e paralela do Hitler que a História conhece, mas é da utópica primeira hipótese que se alimenta a narrativa. Em alguns momentos, a certeza de que estamos perante uma ficção combina mal com as tentativas constantes de revelar a mente de uma personagem que não deixa de ser histórica mas, no geral, pode dizer-se que a mistura dos dois planos favorece o texto, para além de constituir uma interessante especulação sobre como seria o mundo sem Hitler o tentar destruir.
Sara Figueiredo Costa
, in Os Meus Livros de Dezembro de 2005

A Maldição de Edgar - Marc Dugain (Ambar)

Edgar J. Hoover, que dirigiu o FBI durante quase meio século, é uma figura mítica, para sempre ligada a uma época negra da história dos Estados Unidos.
De 1924 a 1972 as maiores personagens americanas (políticos, artistas e outras figuras de relevo) foram perseguidas até na sua intimidade por este homem, possuidor de um enorme poder. Este romance conta essas histórias, com base em relatórios de escutas e fichas de informação e outros documentos.
Uma das fontes de informação em que se baseou o autor deste livro para recriar a realidade dessa época foram os textos (Memórias) atribuídos a Clyde Tolson, que foi adjunto de Edgar J. Hoover, mas sobretudo seu amante.

domingo, 12 de julho de 2009

Livro de reclamações


A polivalência deve ser uma capacidade cada vez mais valorizada no processo de selecção da fnac (a partir de agora, em minúsculas). Porque é cada vez mais comum apanhar funcionários que têm tanto de mal encarados como de mal educados. Ontem, ao fazer uma pergunta educada a uma funcionária, precisamente sobre os livros que estava a organizar na estante, a criatura nem voltou a tromba para mim, e grunhiu um "não temos". Sim, grunhiu. Porque aquilo não foi português. Às tantas, a interacção com os clientes também já passou para o conjunto de regalias reservadas aos detentores de cartão fnac (cada vez mais, minúsculas).

Ao princípio, cheguei a pensar que andava com azar. Mas percorrida a santíssima trindade (Colombo, Chiado e Vasco da Gama) um número significativo de vezes, a proporção de maus para bons empregados na secção de livros, deve ser de 3 para 1. São vezes a mais para ser só azar. Somado ao final dos 10% de desconto para quem não seja fnakiano de cartão, à alteração das regras a meio do jogo para os que são pois os livros já não acumulam pontos, e a uma diversidade cada vez menor de títulos, por vezes parece que a ideia é simplesmente deixar de vender livros. Se for o caso, avisem. Uma pessoa não quer incomodar onde não é desejada.

Adenda: Há dois lamentos que ando a remoer. Que a fnac continue a ser a melhor forma, ou pelo menos a mais prática, de encontrar certos livros (e a conveniência vale muito nos dias que correm). E que o meu feitio, demasiado pacífico nestas situações, não propicie retorquir com a rudeza que por vezes se justificava.

Talvez pareças mais novo do que pensas...

...quando ao caminhares para casa, uma prostituta te tenta aliciar publicitando a sua tarifa especial para estudantes.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O que ando a ouvir, recuperado do baú


Jay-Jay Johanson - Tattoo (1998)

Viagem ao crime no Portugal dos Pequeninos

Referente a uma problemática que já havia abordado superficialmente em Agora falando a sério e Cada tiro, cada melro 1, 2 e 3, um interessante texto no Portugal dos Pequeninos. Do que tenho lido sobre o assunto, parece-me a opinião mais equilibrada até agora.

Os 25 anos da Taschen (5)

No seguimento de Parabéns Taschen!







The Most Beautiful Bibles
Österreichische Nationalbibliothek, Wien (ED)
Österreichische Nationalbibliothek, Wien / Füssel, Prof. Dr. Stephan / Fingernagel, Dr. Andreas
Hardcover, 24.5 x 37 cm (9.6 x 14.6 in.), 320 pages
€ 19.99

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A resposta clássica a um crítico

"Sir: I am seated in the smallest room in the house. Your review is before me. Shortly it will be behind me."

Retirado de um divertido artigo, que nos fala sobre as respostas dadas por diferentes autores aos seus críticos. Descoberto graças ao Cadeirão Voltaire.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Lobo Antunes Superstar

Adorei o texto de Isabel Coutinho sobre a prestação de António Lobo Antunes na Festa Literária Internacional de Paraty. Recordou-me as entrevistas do autor que primeiro me chamaram a atenção para a sua obra.

2666 de Bolaño - Para quando a publicação em Portugal?



De todos os livros que li este ano, apenas um caracterizaria como obra-prima: "Os Detectives Selvagens" de Roberto Bolaño. A expressão "primeiro estranha-se, depois entranha-se", descreve na perfeição o sentimento que mergulhar neste livro me provocou. Existe uma componente obsessiva no mesmo, que faz com que o impacto da sua leitura em nós aumente quanto mais o tempo passa. Talvez ainda coloque em palavras a minha opinião do mesmo. Mas por ora, limito-me a deixar o link para a crítica do Bibliotecário de Babel.

Para os conhecedores da obra de Bolaño, o seu expoente máximo é o romance "2666" (cerca de 1000 páginas), publicado postumamente. Encontrei um "primeiro rascunho sobre 2666" no Absurdo, que me abriu ainda mais o apetite. Esperemos que a Teorema (ou outra editora com perspicaz sentido comercial e artístico), não demore muito a editá-lo em Portugal. Quanto a mim, há uma edição inglesa que ando a namorar no Bookdepository (abençoados portes gratuitos), que palpita-me ainda vem cá parar a casa. Para os interessados, fica a advertência de que exactamente a mesma edição na FNAC (importada), é cerca de 10€ mais cara. Quem avisa amigo é.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

As Velas Ardem até ao Fim - Sandór Marai



Num pequeno castelo de caça na Hungria, um coronel envelhecido aguarda durante 40 anos o reencontro com Konrád, o seu outrora inseparável amigo. Sabe que antes de morrer se hão-de encontrar novamente, e é a expectativa desse momento que o prende a este mundo. Num ritmo pausado, mas nunca enfadonho, conta-nos a história da sua vida. Como foi crescer em condições privilegiadas naquela época, e em como essa amizade com alguém no extremo social oposto se inicia e aprofunda. A separação de alguém que era como um irmão, e a morte da sua mulher, foram dois acontecimentos que o marcaram profundamente. E de alguma forma parecem estar ligados entre si. Perdeu o prazer pela vida e paira como um espectro, ruminando incessantemente o passado e esperando, sempre esperando. Essa ligação vai-nos sendo confidenciada ao longo da história. Mas não se pense que é a força motriz do livro. A escrita de Márai é muito boa. Deslizamos por ela, desfrutando o prazer que nos proporciona, e quase esquecendo o papel que cada capítulo desempenha na história. A recriação do ambiente da época é outro ponto forte do livro. Durante os quarenta anos que permeiam a história, o Império Austro-Húngaro entrou em declínio. A realidade opulenta e orgulhosa que conhecemos numa primeira fase, apoiada nas suas raízes militares e aristocráticas, desapareceu entretanto. E no novo mundo que se lhe seguiu, não parece haver lugar para Henrik e Konrád.

"As Velas Ardem até ao Fim" acaba por ser essencialmente um monólogo, pois mesmo após o tão aguardado encontro, continua a ser o Coronel a fazer as despesas da trama. A sua introdução permite despoletar emoções mais veementes no espírito do nosso narrador, mas Konrád destaca-se mais pelo que não diz, pela importância dos seus silêncios.

Um livro pequeno, que se lê em poucas horas, mas cuja marca da sensibilidade e mestria com que foi escrito, perdura no nosso espírito. Uma relação de amizade pode ser o vínculo mais nobre e profundo entre duas pessoas. Tão forte como um vínculo de sangue; tão profundo como um amor romântico. Foi a amizade entre ambos que definiu a medida dos homens que ambos seriam. Márai aborda as subtilezas de uma amizade. Da confiança e lealdade que a caracterizam; e da sua vulnerabilidade, pois não há ninguém de quem esperemos mais.

Sandor Márai teve bastante sucesso na época em que viveu, até ver os seus livros proibidos na sua Hungria natal, na altura sob o jugo do comunismo. O seu trabalho acabou por cair no esquecimento, e apenas recentemente tem sido redescoberto e aclamado. Suicidou-se em 1989, na Califórnia.

"As Velas Ardem até ao Fim"
Sandór Márai
Tradução do húngaro de Mária Magdolna Demeter
Dom Quixote
1ªEdição - Outubro 2001/19ªEdição - Abril 2009

Classificação: Muito Bom. A escrita de Márai é excelente, e transforma uma reflexão subtil sobre a amizade num livro marcante. Noutras mãos, facilmente resvalaria para a banalidade.

Em busca de uma alma gémea; uma qualquer...

Hoje descobri duas coisas. Primeiro, que ainda existe uma coisa chamada Hi5. É algo de que normalmente não me lembro porque nunca fui grande adepto do mesmo. Segundo, que o mesmo inclui agora uma função apelidada Hi5 Namoros. Os interessados fazem um pedido de namoro, e ao destinatário basta dizer sim ou não. Encontrei um post de alguém a quem não faltam promissoras candidaturas. É de uma pessoa se escangalhar a rir.

Como bónus, pela mesma vizinhança encontrei outros dois bons motivos para rir (aqui e aqui).

Adenda: Ao fazer uma rápida pesquisa, fiquei surpreendido com a quantidade de derivações do Hi5 que encontrei. Hi5Porcas (lembrava-me da existência deste), Hi5 Porcalhonas, Porcas do Hi5, etc. Enfim, todos parecem partilhar do mesmo antepassado suíno. Realmente, é preciso cuidado com as fotografias pessoais que se colocam na net. E é impressionante a quantidade de miúdas e mulheres, que usam o hi5 como uma espécie de portfolio erótico online. Porque muitas das fotografias, não oferecem quaisquer dúvidas quanto ao seu carácter a ninguém de bom senso.

Booktailors Publishing Magazine, B:Mag para os amigos

A Booktailors lançou uma revista online gratuita, relativa à edição literária nacional. O primeiro número reúne os textos publicados no espaço "Opinião no Blogtailors". Para os interessados, ver como fazer o download aqui.

Um caso à parte até na morte

Houve cerca de um milhão e seiscentos mil candidatos ao sorteio de entradas gratuitas para o funeral de Michael Jackson. Cerca de dezassete mil foram contemplados com o bilhete que lhes permitirá fazer parte da histórica ocasião. Mórbida postura, ou simples tentativa de antecipação e controle da enorme afluência que se espera? Sei lá...Como prova do espírito empreendedor americano, no ebay, alguns dos bilhetes já valem 3500€.

O rei vai nu!

Grande texto de António Barreto sobre o nosso destemido líder.

domingo, 5 de julho de 2009

Agora falando a sério

A trilogia de posts anterior, "Cada tiro, cada melro", aborda de forma algo sarcástica algumas das reacções padrão a situações de criminalidade em bairros considerados problemáticos. Para mim, ao autonomizar e amplificar ao limite uma das vertentes do problema, um determinado interveniente simplifica excessivamente a discussão do mesmo. Acredito que algumas vezes o faça por convicção e não por má-fé. Mas também acredito que essa abordagem resulta em mais mal do que bem. Porque poucas questões são hoje em dia tão complexas como as causas por detrás desta realidade.

Tenho algumas opiniões que gostava de partilhar sobre a temática, mas acho importante fazê-lo de forma fundamentada. Fica por agora, apenas a intenção de publicar aqui, uma série de textos sobre a mesma. Assim haja tempo.

Cada tiro, cada melro 3

Para adiantar trabalho, que tal alguém começar a preparar os cartazes em que se jura a pés juntos os bons rapazinhos que os eventuais detidos sempre foram? Quando forem identificados, basta colocar as fotos e respectivas legendas (com nomes de guerra, tipo Jekkas e 3Gun). Pode-se sempre queimar algum património público e chamar a TVI para dar um certo colorido.

Cada tiro, cada melro 2

Se se confirmar que os disparos foram efectuados por dois indivíduos de raça negra, o PP, de forma mais ou menos subtil (provavelmente menos), chamará a atenção para como este infeliz acontecimento se encontra relacionado com a falta de uma política responsável de emigração. Não se trata de qualquer forma de xenofobia, mas sim de impor limites. Ainda que na maior parte destas situações, os envolvidos sejam imigrantes de 2ª ou 3ª geração, com nacionalidade portuguesa e em muitos casos nunca sequer saíram do país. Mas um discurso de problema claro, com solução clara, apela muito melhor ao eleitorado alvo. Só assim se pode transmitir a noção de que se dependesse deles, isto resolvia-se já amanhã. Como diz o cartaz: "Não basta ter razão. É preciso ter votos".