Para desgosto de algumas fãs benfiquistas, Jorge Jesus não é tão guapo ou bem falante como o seu antecessor. Mas como ele vem para treinar os jogadores, e não para os engatar, tanto se me dá. Ah, mas é bronco e tal...Não faz mal, aquilo não é para descobrir a cura da tuberculose. É para jogar futebol. E se lhe chamarmos abordagem pluridisciplinar à metodologia de treino futebolístico, o objectivo continua a ser meter a bola na baliza mais vezes que os outros. No meio da confusão que vai naquele clube, vejo-me ainda assim a ter fé no trabalho deste homem. O objectivo é perceber o conteúdo do jogo. Pois bem, ele percebe-o. Não o desdenhem pela embalagem.terça-feira, 30 de junho de 2009
Ele é o nosso pastor e nada nos faltará
Para desgosto de algumas fãs benfiquistas, Jorge Jesus não é tão guapo ou bem falante como o seu antecessor. Mas como ele vem para treinar os jogadores, e não para os engatar, tanto se me dá. Ah, mas é bronco e tal...Não faz mal, aquilo não é para descobrir a cura da tuberculose. É para jogar futebol. E se lhe chamarmos abordagem pluridisciplinar à metodologia de treino futebolístico, o objectivo continua a ser meter a bola na baliza mais vezes que os outros. No meio da confusão que vai naquele clube, vejo-me ainda assim a ter fé no trabalho deste homem. O objectivo é perceber o conteúdo do jogo. Pois bem, ele percebe-o. Não o desdenhem pela embalagem.Você também pode ser um opinion maker!
Anda por aí uma grande celeuma (1, 2 e 3) acerca do novo programa de opinião de Pacheco Pereira, "Ponto Contra Ponto". Só posso falar dos minutos finais, os únicos que vi. E há algo de impagável em ver um opinion maker normalmente tão exigente com as declarações de outrem, a folhear os classificados de putedo de um jornal, enquanto nos explica que o seu elevado número é por si só um forte indício da crise que atravessamos. Por momentos, senti que encontráramos o nosso próprio Daily Show. Depois do Gato Fedorento, Contemporâneos e Tempo Extra com Rui Santos, não haja dúvidas que o domingo é a noite de humor por excelência na televisão portuguesa.
Adenda: Para além da oferta de serviços sexuais, os outros indícios apresentados foram o suplemento referente a execuções pelas finanças e as propostas de procura de emprego. De forma empírica, são inferências prováveis. Mas daquele tipo de espaço espera-se mais. Estes factores não foram traduzidos em números, actuais ou passados. É uma presunção, e não um facto, que tenha existido um aumento dos mesmos. E em termos de crítica a este tipo de postura, ninguém é normalmente mais intolerante (e com razão) que Pacheco Pereira.
30 Anos de Antígona
A Antígona celebra trinta anos. E o Cadeirão Voltaire faz as despesas da comemoração (I,II,III). Espero que dure pelo menos outros 30, porque o seu catálogo efectivamente diferencia-se da maioria do que se publica em Portugal. E quanto mais não seja, quem trata as obras de George Orwell com o cuidado que esta casa o faz, só por isso já merece lugar no céu.
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Stieg Larsson na tela
Parece que vamos poder ver em Portugal a adaptação cinematográfica dos primeiros volumes da trilogia de Stieg Larsson. E o último livro está quase a ser lançado.
no Bibliotecário de Babel
no Bibliotecário de Babel
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domingo, 28 de junho de 2009
O que ando a ouvir (2)

Roberto Cacciapaglia - Canone degli spazi
&
Patrick Wolf - The Bachelor
Roberto Cacciapaglia foi um artista que descobri por mero acaso aqui. Por enquanto conheço apenas este álbum, que quanto mais ouço, mais gosto. Quanto a Patrick Wolf, consegue superar-se de álbum para álbum. Mas vou deixar que seja Nuno Galopim a convencer-vos do mérito do seu último trabalho.
&
Patrick Wolf - The Bachelor
Roberto Cacciapaglia foi um artista que descobri por mero acaso aqui. Por enquanto conheço apenas este álbum, que quanto mais ouço, mais gosto. Quanto a Patrick Wolf, consegue superar-se de álbum para álbum. Mas vou deixar que seja Nuno Galopim a convencer-vos do mérito do seu último trabalho.
Aquisições Junho (4)

Graças a um passatempo organizado pela simpática Mónica no seu Leituras e Devaneios, acabei por receber um livro este mês com que não contava: "Dead Until Dark" de Charlaine Harris, 1º volume de "The Southern Vampires Series". Como ainda não vi a adaptação televisiva, "True Blood" (da responsabilidade de Alan Ball, criador de "Six Feet Under", só pode ser boa), a história vai ser uma completa surpresa para mim. E estou convencido que boa.
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Viva Salgari!

A editora Via Óptima, lançou recentemente uma colecção com a obra de Emilio Salgari. O Porta-livros falou da mesma aqui, aqui e aqui. Embora sendo um autor a quem se faz repetidas referências, a verdade é que não é fácil encontrar grande parte dos seus livros no nosso mercado. Espero por isso, que seja possível levar esta colecção até ao fim. É importante que o maior número possível de interessados adquira estes livros. É a melhor forma de ajudar uma editora que não é um gigante de mercado a obter retorno, e a continuar com esta aposta. Edições portuguesas de livros como "O Corsário Negro" e "Sandokan", deveriam estar permanentemente disponíveis. Não vão ser o próximo best-seller de Verão, mas irão sempre vender. À semelhança de autores como Júlio Verne e Alexandre Dumas, a obra de Salgari tem capacidade para apelar a diferentes gerações e estabelecer pontos de contacto entre as mesmas. São títulos ideais para a difícil fase de transição entre uma literatura mais infantil, e um outro tipo de livros, já mais adultos. Mas é preciso impedir que caiam no esquecimento.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Não acredito em bruxas...mas que elas existem, existem
Hoje, dos três noticiários televisivos das 13h00, a TVI e SIC começaram com a comunicação do Governo de que se opõe à aquisição de parte da TVI (30%) pela PT. A RTP optou pela morte de Michael Jackson. E nessa matéria permaneceu durante 14 minutos. Passou testemunhos vindos da América. Entrevistou Nuno Braancamp, organizador de um concerto dado pelo artista em Portugal. Entrevistou também animadores de rádio e funcionários de lojas discográficas acerca do assunto. E só depois abordou a comunicação do Governo. Ouvimos o Primeiro-Ministro falar, como se tratasse de uma coisa de somenos importância. Como se tivesse mudado de ideias acerca do nome a atribuir a uma iniciativa governamental corriqueira. Em seguida, declarações de um representante parlamentar de cada um dos partidos da oposição. Por último, um extracto da entrevista dada por Zeinal Bava na véspera à RTP. No total, não chegou a 6 minutos. Menos de 50% do tempo dedicado ao falecimento de Jackson. Nenhuma referência a como se trata de um assunto sensível, cheio de avanços e recuos mal explicados. Nenhuma referência ao sapo que mais parecia um boi, que o Governo teve de engolir depois das declarações anteriores. Nenhuma análise sobre as repercussões que este passo terá na empresa de telecomunicações.
Pacheco Pereira disserta recorrentemente contra a instrumentalização da televisão pública pelo Governo. Nem sempre concordo com a sua opinião, ou pelo menos com o grau da mesma. Mas tenho de admitir que não está apenas em causa uma imaginação fértil e teorias da conspiração. E tenho curiosidade em saber; numa altura em muitos jornalistas (felizmente não todos) realizam mais julgamentos sumários do que investigações acerca de todos os quadrantes da sociedade, se aplicarmos o mesmo crivo ao seu trabalho, quais os critérios jornalísticos seguidos que justifiquem esta opção?
O segredo deve mesmo ser a alma do negócio
Ficamos a saber que as Feiras do Livro de Lisboa e Porto foram um sucesso. Mais de 350 mil visitantes e um aumento entre 10 a 20% nas vendas, em relação ao ano anterior (em tempos de crise é sempre positivo). O que ficamos sem saber, novamente, é o volume e valor de vendas de cada editora, que recusaram fornecer esses dados. Cada vez mais ouvimos falar na profissionalização do mercado da edição em virtude das suas novas exigências; em como é preciso inovar porque não falamos apenas de livros, agora são conteúdos. É necessária uma estratégia para diferentes plataformas. Faz sentido. E será que para a tão almejada maturidade e profissionalização do mercado, não seria importante dados fidedignos? Não é importante saber o que se vende e em que quantidade? Continua a haver uma resistência por parte das editoras em providenciar os dados da sua actividade. Não falamos de dados confidenciais, mas dos normais resultados da sua actividade. Excepto se estivermos a falar de um best-seller que bateu recordes no número de edições e exemplares vendidos. Nesse caso, não falta a indispensável fitinha que nos lembra fazermos parte de algo maior que nós; de um verdadeiro fenómeno.
Não acredito em negócios que se mantenham abertos com prejuízos crónicos. Editoras inclusive. Ninguém vive do ar, pelo que o que não dá dinheiro acaba por fechar (salvo uma excepção ou outra). Podem dar pouco dinheiro, mas dão algum. A verdade, é que estamos constantemente a ser bombardeados com discursos de como a edição é um negócio periclitante. Cerca de 50% dos portugueses não compra um livro por ano! As pessoas não lêem e o Estado devia intervir! Se alguém insinua que um livro é caro para o consumidor (o que é diferente de afirmar que é caro para os custos de produção, distribuição e retalho que teve), cai o carmo e a trindade. Permitam então que os interessados possam cruzar o máximo de informação possível sobre a edição literária, e não apenas a que lhes convém. Quanto mais informação disponível houver, mais aumenta a probabilidade de cada um dos seus agentes fazer opções adequadas no futuro. E mais legitimidade terão para chamar a atenção para os seus problemas específicos. Que mais não seja para evitar casos destes, que nos remetem para uma tão típica chico-espertice portuguesa.
Adenda: Pelo menos a Leya disponibilizou alguns dados referentes à facturação e aos autores mais vendidos (genericamente, sem referir números quanto aos exemplares vendidos). Mas no seu caso compreende-se. Um grande grupo, com grandes vendas, transmite uma imagem de vitalidade. Se alguém souber onde existe informação mais detalhada acerca destas matérias, não se coíba de a partilhar. Fica desde já o meu agradecimento.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Os 25 Anos da Taschen (4)
No seguimento de Parabéns Taschen!


"Alchemy & Mysticism"
Roob, Alexander
Softcover, flaps, 14 x 19.5 cm (5.5 x 7.7 in.), 576 pages
€ 9.99


"Alchemy & Mysticism"Roob, Alexander
Softcover, flaps, 14 x 19.5 cm (5.5 x 7.7 in.), 576 pages
€ 9.99
Os 25 Anos da Taschen (3)
No seguimento de Parabéns Taschen!



"20th Century Potography"
Museum Ludwig Köln
Softcover, flaps, 14 x 19.5 cm (5.5 x 7.7 in.), 760 pages
€ 9.99



"20th Century Potography"Museum Ludwig Köln
Softcover, flaps, 14 x 19.5 cm (5.5 x 7.7 in.), 760 pages
€ 9.99
Seviço público para fãs de Manga
Para quem gostar de manga e quiser acompanhar as séries da sua preferência, pode fazê-lo através do One Manga. Mantém-se muito actualizado em relação à saída de novos capítulos e respectiva tradução do japonês. Embora seja um fansite, pede meças a muitos projectos profissionais. Pela minha parte, o vício que me faz passar por lá de tempos a tempos é de momento a série Naruto.
Da Literatura fala sobre a nova Guimarães
Texto interessante sobre o rumo que a editora de Paulo Teixeira Pinto está a seguir aqui.
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Optimista/Negativista - O Teste Derradeiro
Leia o "1984" de George Orwell. Consoante o final seja uma surpresa ou o que já estava à espera, saberá, definitivamente, a que categoria pertence.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Rodrigo Leão tem novo álbum
Sugestões 2 - "DA PÉRSIA DAS ROSAS E DA POESIA À REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃO" - Câmara Clara 21/06/09
O programa Câmara Clara emitido no último domingo, é uma excelente forma de compreender um pouco melhor a realidade complexa que é o Irão, seja a nível político, cultural ou religioso. Vale bem a pena dispender uma hora do nosso tempo. A emissão estará brevemente disponível aqui.
"A jornalista Margarida Santos Lopes cobre o Médio Oriente há 30 anos. Ângelo Correia é dos portugueses que melhor conhece o vasto e diverso mundo islâmico. Ambos vão analisar as circunstâncias que conduziram à actual crise de uma nação com 2500 anos de História, do primeiro golpe organizado pela CIA para derrubar um governo estrangeiro, em 1953, ao apoio que alguns ricos judeus iranianos deram à revolução islâmica. "O Xá obliterou a alma islâmica do Irão e exacerbou a sua alma persa. O Khomeini fez o contrário: silenciou a alma persa e exacerbou a islâmica." Haverá lugar para uma terceira via?"
Os 25 Anos da Taschen (2)
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100 All-Time Favorite Movies
Hardcover, 2 vol. in a slipcase, 24 x 30.5 cm (9.4 x 12 in.), 800 pages
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domingo, 21 de junho de 2009
Aquisições Junho (2)


"Tertúlia de Mentirosos - Contos Filosóficos do Mundo Inteiro" - Jean-Claude Carrière - Teorema - Janeiro 2000
"São contos, são filosóficos e vêm do mundo inteiro. São zen ou sufi, chineses ou judaicos, indianos ou africanos. São, também, europeus, americanos, contemporâneos. Engraçados, graves, ou as duas coisas ao mesmo tempo. São, por vezes, ambíguos, desconcertantes e, até, inquietantes. Parecem-se connosco."
"Diálogos com Agostinho da Silva - O Império Acabou. E Agora?"- Natália de Sousa - Casa das Letras - 6ª edição Maio 2006
"Nos anos de 1986 e 87, a jornalista Antónia de Sousa gravou uma série de conversas com o pensador Agostinho da Silva, "pautadas de reflexões mas também de muitos risos". São estas conversas, que até hoje permaneceram inéditas, que compõem o volume agora dado à estampa. Um livro indispensável, uma "leitura fascinante" de Portugal e dos portugueses, dos mitos fundadores da nacionalidade e da identidade nacional, às figuras e às obras de gente como o Pe. António Vieira ou o poeta Fernando Pessoa, que ajudaram a definir o país que somos e que sonhámos."
No caso do livro de Agostinho da Silva, o que posso dizer é que a forma como encarava o mundo foi o seu grande legado e merece genuinamente ser conhecida. Quem teve oportunidade de ver e ouvir alguma das entrevistas que deu, sabe como é difícil não ficar enfeitiçado de imediato.
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