quinta-feira, 25 de junho de 2009

Os 25 Anos da Taschen (3)

No seguimento de Parabéns Taschen!




"20th Century Potography"
Museum Ludwig Köln
Softcover, flaps, 14 x 19.5 cm (5.5 x 7.7 in.), 760 pages
€ 9.99

Seviço público para fãs de Manga

Para quem gostar de manga e quiser acompanhar as séries da sua preferência, pode fazê-lo através do One Manga. Mantém-se muito actualizado em relação à saída de novos capítulos e respectiva tradução do japonês. Embora seja um fansite, pede meças a muitos projectos profissionais. Pela minha parte, o vício que me faz passar por lá de tempos a tempos é de momento a série Naruto.

Da Literatura fala sobre a nova Guimarães

Texto interessante sobre o rumo que a editora de Paulo Teixeira Pinto está a seguir aqui.

Aquisições Junho (3)

Paris Mon Amour
Gautrand, Jean-Claude
Softcover, 24.5 x 32.9 cm (9.6 x 13 in.), 240 pages
Taschen

Optimista/Negativista - O Teste Derradeiro

Leia o "1984" de George Orwell. Consoante o final seja uma surpresa ou o que já estava à espera, saberá, definitivamente, a que categoria pertence.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rodrigo Leão tem novo álbum


Chega hoje às lojas o novo projecto de Rodrigo Leão, "A Mãe". Desde que descobri o seu trabalho com o álbum "Alma Mater", fiquei fã devoto. Duvido que o homem consiga fazer um álbum mau mesmo que queira.

Sugestões 2 - "DA PÉRSIA DAS ROSAS E DA POESIA À REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃO" - Câmara Clara 21/06/09

O programa Câmara Clara emitido no último domingo, é uma excelente forma de compreender um pouco melhor a realidade complexa que é o Irão, seja a nível político, cultural ou religioso. Vale bem a pena dispender uma hora do nosso tempo. A emissão estará brevemente disponível aqui.

"A jornalista Margarida Santos Lopes cobre o Médio Oriente há 30 anos. Ângelo Correia é dos portugueses que melhor conhece o vasto e diverso mundo islâmico. Ambos vão analisar as circunstâncias que conduziram à actual crise de uma nação com 2500 anos de História, do primeiro golpe organizado pela CIA para derrubar um governo estrangeiro, em 1953, ao apoio que alguns ricos judeus iranianos deram à revolução islâmica. "O Xá obliterou a alma islâmica do Irão e exacerbou a sua alma persa. O Khomeini fez o contrário: silenciou a alma persa e exacerbou a islâmica." Haverá lugar para uma terceira via?"

Os 25 Anos da Taschen (2)

No seguimento de Parabéns Taschen!







100 All-Time Favorite Movies
Hardcover, 2 vol. in a slipcase, 24 x 30.5 cm (9.4 x 12 in.), 800 pages
€ 39.99

domingo, 21 de junho de 2009

Aquisições Junho (2)



"Tertúlia de Mentirosos - Contos Filosóficos do Mundo Inteiro" - Jean-Claude Carrière - Teorema - Janeiro 2000

"São contos, são filosóficos e vêm do mundo inteiro. São zen ou sufi, chineses ou judaicos, indianos ou africanos. São, também, europeus, americanos, contemporâneos. Engraçados, graves, ou as duas coisas ao mesmo tempo. São, por vezes, ambíguos, desconcertantes e, até, inquietantes. Parecem-se connosco."

"Diálogos com Agostinho da Silva - O Império Acabou. E Agora?"- Natália de Sousa - Casa das Letras - 6ª edição Maio 2006

"Nos anos de 1986 e 87, a jornalista Antónia de Sousa gravou uma série de conversas com o pensador Agostinho da Silva, "pautadas de reflexões mas também de muitos risos". São estas conversas, que até hoje permaneceram inéditas, que compõem o volume agora dado à estampa. Um livro indispensável, uma "leitura fascinante" de Portugal e dos portugueses, dos mitos fundadores da nacionalidade e da identidade nacional, às figuras e às obras de gente como o Pe. António Vieira ou o poeta Fernando Pessoa, que ajudaram a definir o país que somos e que sonhámos."

No caso do livro de Agostinho da Silva, o que posso dizer é que a forma como encarava o mundo foi o seu grande legado e merece genuinamente ser conhecida. Quem teve oportunidade de ver e ouvir alguma das entrevistas que deu, sabe como é difícil não ficar enfeitiçado de imediato.

sábado, 20 de junho de 2009

Vislumbres 2

Robert Doisneau - "O Beijo do Hôtel de Ville" - Paris, 1950

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Noites de Cocaína - J.G.Ballard



Charles Prentice é um jornalista britânico que ganha a vida a escrever sobre viagens. O tipo de pessoa que gosta de conhecer todos os lugares, mas não pertence a nenhum. Quando o seu irmão Frank, que havia assentado arraiais numa estância na Costa do Sol, é acusado pelo homicídio de cinco pessoas, o carimbo de Espanha é o próximo na colecção do passaporte de Charles.

Embora ninguém, polícia inclusive, pareça acreditar, Frank, que desempenha as funções de gerente do conceituado Club Nautico, insiste em manter uma confissão em que se assume como responsável pelo incêndio que provocou tantas mortes. Não só se mantém inflexível nesta matéria, como recusa contar ao irmão pormenores do que se passou ou a razão para o seu comportamento. Charles embora desconcertado, mas convicto da inocência do irmão, decide investigar por conta própria.

Na estância de Estrella del Mar, residentes maioritariamente britânicos vivem uma segunda juventude. Pessoas que atingiram o pico do sucesso cedo na vida vêem viver para aqui para finalmente fazerem tudo o que sempre quiseram. Representa um estranho contraste com os empreendimentos semelhantes que acabam por se caracterizar pela letargia constante e uma fobia do mundo exterior. Mas quando Charles mergulha mais profundamente neste mundo, apercebe-se que a expressão realizar todos os sonhos é encarada literalmente. Existem comportamentos que um outsider não consegue compreender. Como pessoas que assistem a uma violação e nada fazem. Existe uma relação sombria entre um tipo de criminalidade que oficialmente não existe e a própria vitalidade da comunidade. É esse enigma que Charles precisa de deslindar para descobrir o que aconteceu ao irmão.
Acaba por se envolver com uma antiga namorada do irmão e por conhecer Crawford, uma espécie de messias da mentalidade dominante e que representa a chave para ser aceite num mundo que até aí o parecia querer ver pelas costas. Com o tempo, Charles (e um pouco o leitor com ele) vai sendo assimilado por este mundo e acaba por tomar de certa forma o lugar do irmão. Acaba também, por ficar tão indiferente ao destino de Frank como todos os outros (embora não o consiga encarar).

Do (pouco) que li de Ballard, este romance não consegue ser tão incómodo como outras obras. Embora falando de como somos afectados pela violência e sexualidade, a perspectiva que nos fornece (para mim Ballard tem sobretudo a ver com analisar os instintos e emoções que movem o ser humano sob perspectivas diferentes da mainstream e normalmente mais sombrias) embora alternativa, não é brutal. Talvez ambígua seja a melhor forma de descrever. Para quem gosta de Ballard, provavelmente não achará este um dos seus melhores trabalhos. Mas para fãs ainda condicionais ou recém-apresentados, será uma aposta mais segura.

A vertente policial do livro, solucionada apenas no final, ajuda a equilibrar o prisma mais psicológico e sociológico da história. O final, embora moderadamente previsível, é bem conseguido em relação ao espírito da obra, e foi o suficiente para elevar uns furos a minha opinião global da mesma.

"Noites de Cocaína"
J.G.Ballard
Tradução de Mário Correia
Quetzal Editores
Maio,2003

Batalhas da II Guerra Mundial

Para quem tiver interesse pelas batalhas da II Guerra Mundial, sai hoje, com o Correio da Manhã, o primeiro volume ("A Invasão da Polónia: Guerra-Relâmpago") de uma colecção dedicada ao tema. Com um preço promocional de 1,95€ (restantes volumes a 7,95€), é da responsabilidade da Osprey Publishing, editora com vasto catálogo em monografias ilustradas sobre história e estratégia militar.

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Portugal no Mundo

Sociedade Civil e Comunicação Social discutem se Ronaldo, o actual representante dessa honra e responsabilidade enormes que são ser o nome de Portugal no Mundo, se anda a comportar condignamente e de acordo com tais pergaminhos. Tudo porque foi visto a ir para a casa de Paris Hilton para discutirem estratégias de investimento conjuntas. O homem não é jogador? E não jogou enquanto a época durou? Ao ser bom profissional, fez a sua obrigação, e fez mais que outras "estrelas" da mesma constelação. De resto, faz pela vida. Triste é ver todos aqueles abutres, à espera noite fora, que o Fenómeno se acabe de aviar. É importante registar o pós-coito para a posteridade. Abençoada imprensa livre!

Adenda: Se o Ronaldo é o rosto de Portugal (talvez alterar-lhe o nome para Ronalldo, não?), isto significa que o look macho latino está outra vez in?

O Twitter mais poderoso que a espada

Como o Twitter tem servido para transmitir informação não censurada das "eleições" no Irão. E uma referência à importância da nossa livre comunicação social que remete este assunto menor para depois de analisar como Hilton, o novo engate de Ronaldo, gosta de andar solta e ao natural.

Lista de Desejos

Mais um para a lista de desejos. O seu antecessor "Budapeste", foi um dos livros mais belos e marcantes que já li. Quero ver se Chico Buarque conseguiu pelo menos igualar a força da estória do escritor anónimo José, dividido entre duas cidades, duas línguas, duas vidas . "Budapeste" está incluído na colecção BisLeya, pelo que quem o quiser adquirir, o pode fazer por cerca de 6€. Uma verdadeira pechincha.

sábado, 13 de junho de 2009

Está tudo cinco estrelas!

Via Cadeirão Voltaire, descobri um interessante texto de Francisco Vale no blog da Relógio D'Água, em que este disserta porque não faz sentido para si o sistema de pontuação quantitativa de livros (as famosas estrelas incluídas).

Tudo isto aconteceu. Tudo isto voltará a acontecer(?)

Ao fazer um intervalo no trabalho, passei os olhos na rtp2. Estava a dar um documentário sobre um campo de concentração alemão, que tem sido mantido como testemunho do que aconteceu. Os visitantes escutam os guias explicarem como funcionava aquele lugar. Os registos de mortes que se dividiam entre os suicídios e as mortes legais. Não havia outro tipo de mortes. Às vezes, os SS executavam alguém a sangue frio. Sem necessidade de um porquê. Atiravam depois o corpo para a vedação, tiravam uma foto para o registo, e pronto, mais um que não aguentou a pressão. Quem é que ia estranhar? Estamos a falar de judeus e afins. Não se pode esperar muito. Quem é que se ia importar? Às vezes, os detidos estavam tão magros, que quando lhes batiam com um bastão de borracha, a pele rasgava. Tudo era tão organizado, tão eficiente. Existia um organograma para dividir os ocupantes em categorias. Os mais susceptíveis de fugir tinham um ponto nas costas. Uma ajuda visual para os guardas. O pior dos piores, era o judeu homossexual. Mas esses não duravam muito. Uma vizinha do campo, conta como viu uma pilha de corpos empilhados quando voltava das compras. Nem se deram ao trabalho de os matar a todos antes. Faz sentido. Optimização de recursos. Faz todo o sentido. Vemos os "duches", os fornos. Vemos os excursionistas questionarem-se como metiam as pessoas no seu interior. Estariam mortos ou vivos; iriam de livre vontade?

Meu Deus! Como é que isto foi possível? Racionalmente sei até onde pode ir a crueldade humana. Sei até onde já foi, pelo menos. Mas ao ver aquilo...Como é que fomos capazes de o fazer, de o permitir. Elie Wiesel, sobrevivente do holocausto e Prémio Nobel da Paz, escreveu uma frase no seu livro "Noite", em que relata as experiências que viveu em dois desses campos:"Eu era o acusador, e Deus o acusado. Com os olhos bem abertos, vejo que estou só - terrivelmente só num mundo sem Deus e sem Homem." É uma boa maneira de pôr as coisas.

Quanto mais o tempo passa, mais necessários parecem estes santuários reconvertidos. Para nos lembrarem do que se passou; para nos subtraírem a possibilidade de esquecer ou relativizar. Confesso que achava um pouco macabra a peregrinação a estes lugares (excepção feita a sobreviventes). Vou vendo as coisas de forma diferente. Os testemunhos que nos foram legados materializam-se ali. Existiu mesmo. Parece coisa pouca, mas pouco mais de 60 anos foram suficientes para surgir o negacionismo destas atrocidades (com um número crescente de adeptos). Ou então, discutem-se os números. Como seis milhões de mortos é claramente exagerado. Na melhor das hipóteses, quatro. E vá lá. Não por rigor histórico. Mas como atenuante. Não foi tão grave assim afinal. Não importa que o único motivo para não ter sido ultrapassada a barreira dos dez milhões; dos vinte milhões, foi alguém tê-los detido. Mas talvez alguns lamentem apenas que os nazis não tenham conseguido acabar o serviço.

No final, um dos responsáveis explica que as aves e os animais não se aproximam do campo. Pode ser do cheiro do crematório, diz. Ele acredita que é porque sentem a morte.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quem fala assim não é gago

(...)Certa vez escrevi um texto sobre a função pública que indignou de tal forma um senhor que ele encerrava o seu mail furibundo,com esta frase maravilhosa sobre a minha pessoa: "Que bela punheta que se perdeu."Reparem que, ao contrário das ofensas mais batidas, esta evita dizer mal dos meus progenitores ao mesmo tempo que atinge o mais ínfimo de mim. Ela afirma isto: "Mas porque é que o pobre do seu ppai se lembrou de ir gastar um dos seus espermatozóides consigo?" Isto é magnífico, com alguma dor, a perda de um belo momento de onanismo, trocado pele miserável concepção da pessoa cuja triste figura podem verificar na foto apensa. Nem o capitão Haddock se lembrou de tal, embora desconfie que a palavra "punheta" não ficasse particularmente bem num livro de Tintim.(...)

João Miguel Tavares - jornalista e director-adjunto da Time Out no sofá da revista LER Junho 2009 sobre o melhor insulto, do ponto de vista qualitativo, que já recebeu.